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Conselho Federal de Medicina altera exigências para a realização de cirurgias bariátricas

Diogo Balestra, médico gastroenterologista, explica o que muda na prática e o motivo dessa revisão nas regras do procedimento
Conselho Federal de Medicina altera exigências
Diogo Balestra, médico gastroenterologista, explica o que muda na prática e o motivo dessa revisão nas regras do procedimento

Diogo Balestra, médico gastroenterologista, explica o que muda na prática e o motivo dessa revisão nas regras do procedimento

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novas regras para a cirurgia bariátrica, Conselho Federal de Medicina altera exigências, tratamento utilizado contra a obesidade e doenças relacionadas. Entre as principais mudanças, está a redução do índice de massa corporal (IMC) mínimo para indicação do procedimento, que passa de 35 para 30, além da diminuição da idade mínima de 18 para 16 anos. Essas alterações se baseiam em estudos que indicam segurança e eficácia para um público mais amplo.

Alterações nas indicações para adolescentes

Segundo o gastroenterologista Dr. Diogo Balestra, a resolução 2429/25 do CFM permite que pacientes a partir de 14 anos com obesidade grave (IMC acima de 40) ou obesidade grau 3 associada a outras doenças possam ser submetidos à cirurgia bariátrica com segurança. Ele destaca que a obesidade entre crianças e adolescentes é um problema crescente e que a cirurgia pode evitar o desenvolvimento precoce de doenças graves.

Importância do acompanhamento multidisciplinar: O especialista ressalta que o sucesso da cirurgia depende de uma equipe multidisciplinar, incluindo cirurgiões, endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e psiquiatras. O acompanhamento deve ocorrer antes e após o procedimento, pois a obesidade é uma doença crônica e recidivante, sem cura. O paciente precisa manter cuidados contínuos para evitar complicações e o reganho de peso.

Cirurgia bariátrica como ferramenta, não solução definitiva: Dr. Balestra enfatiza que a cirurgia não é uma solução milagrosa e que a obesidade deve ser tratada inicialmente com métodos clínicos, como mudanças na alimentação e atividade física, especialmente em adolescentes. A cirurgia é indicada para casos graves e quando outras abordagens não foram eficazes. O objetivo principal é reduzir as comorbidades e melhorar a qualidade de vida.

Impacto no Sistema Único de Saúde (SUS)

A nova resolução do CFM também abrange o atendimento pelo SUS. Apesar disso, atualmente menos de 1% dos pacientes elegíveis são operados pelo sistema público. Há, portanto, um grande desafio para ampliar o acesso à cirurgia bariátrica no SUS, especialmente diante da pandemia de obesidade no país.

Entenda melhor

A cirurgia bariátrica evoluiu significativamente nas últimas décadas, tornando-se mais segura e com internação hospitalar mais curta. O procedimento é realizado principalmente por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva. A indicação para adolescentes visa prevenir complicações precoces da obesidade, mas sempre com acompanhamento especializado e multidisciplinar.

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