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Conselho Federal de Medicina recebeu 545 denúncias por problemas estruturais em São Paulo

Falta de EPIs, produtos de higiene e até kits para exame de Covid-19 estão entre as principais reclamações
problemas estruturais em SP
Falta de EPIs, produtos de higiene e até kits para exame de Covid-19 estão entre as principais reclamações

Falta de EPIs, produtos de higiene e até kits para exame de Covid-19 estão entre as principais reclamações

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um balanço preocupante sobre as denúncias de médicos que atuaram na linha de frente do combate à Covid-19 no Brasil, entre abril e dezembro de 2021. A plataforma do CFM recebeu mais de 2.600 reclamações de profissionais de saúde de todo o país, expondo a precariedade das condições de trabalho durante a pandemia.

Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

O levantamento mostra que 32% das denúncias se referem à falta de EPIs. A escassez de máscaras N95 foi a principal queixa, seguida de aventais e óculos ou protetores faciais. Também houve denúncias sobre a falta de materiais de higiene, como álcool em gel, álcool 70% e papel toalha. Em São Paulo, 98 cidades registraram denúncias, somando 545 reclamações (20,9% do total nacional).

Falta de Kits de Exames e Uso Indevido de Materiais

Além da falta de EPIs, as denúncias também apontam para a escassez de kits de exames para detecção da Covid-19. Outro ponto crítico destacado foi o uso inadequado de materiais descartáveis, como luvas e máscaras, devido à limitação de recursos. Médicos relataram a necessidade de reutilizar equipamentos, expondo-se a riscos de contaminação pelo novo coronavírus.

Implicações e Ações Futuras

O CFM repassou as denúncias aos Conselhos Regionais de Medicina, que estão analisando as reclamações e devem tomar medidas para apurar as situações e buscar soluções. A situação evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura e recursos para garantir a segurança e o bem-estar dos profissionais de saúde, essenciais no combate a pandemias e outras crises de saúde pública. A prioridade dada à vacinação para estes profissionais demonstra a importância de sua proteção e a gravidade da situação denunciada.

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