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Conselho Federal de Medicina volta atrás e suspende resolução que restringia uso do canabidiol

Medicamento é usado por pacientes com diagnóstico de epilepsia, esquizofrenia, Parkinson, Alzheimer, entre outras doenças
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Medicamento é usado por pacientes com diagnóstico de epilepsia, esquizofrenia, Parkinson, Alzheimer, entre outras doenças

Medicamento é usado por pacientes com diagnóstico de epilepsia, esquizofrenia, Parkinson, Alzheimer, entre outras doenças

Após pressão de pacientes, médicos e empresas farmacêuticas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou a resolução que restringia o uso de medicamentos à base de canabidiol para tratamento de epilepsia.

Revogação da Resolução

Inicialmente, o CFM havia suspendido a resolução que permitia o uso de canabidiol apenas em casos de epilepsia refratária (quando o paciente não respondia a outros tratamentos). Essa decisão gerou forte reação de especialistas e pacientes, que dependiam do medicamento.

Manifesto do Setor e Impactos da Decisão

Associações do setor farmacêutico se manifestaram contra a medida, alertando para os riscos à inovação e à saúde dos pacientes. Carolina Selane, da Abikife (Associação Brasileira das Indústrias de Insumos Farmacêuticos), destacou os possíveis impactos negativos, como a limitação de indicações terapêuticas e a restrição à discussão sobre o tema por médicos. A revogação foi celebrada como uma conquista para o setor.

Evidências Científicas e Pesquisas em Andamento

O médico e pesquisador Rafael Faria Sanches, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, reforça a comprovação científica do uso do canabidiol em epilepsia refratária. Outros estudos estão em andamento na USP de Ribeirão Preto, investigando seu potencial em tratamentos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão, embora os resultados ainda sejam preliminares. O CFM reabriu a consulta pública para receber sugestões sobre o uso do canabidiol até 23 de dezembro.

Com a revogação da resolução, a decisão sobre o uso de canabidiol volta a ser de responsabilidade de cada médico, considerando as necessidades individuais de cada paciente e as evidências científicas disponíveis. O CFM se mantém aberto ao diálogo com o setor para decisões técnicas futuras sobre o tema.

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