Medidas visam tentar erradicar a doença do território nacional; quem explica as mudanças é o infectologista Valdes Bollela
O Conselho Nacional de Saúde aprovou novas diretrizes para o combate à tuberculose no SUS, incluindo investimento público para o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. Conversamos com o infectologista Valdez Bolela para entender a situação da doença em Ribeirão Preto e as medidas disponíveis na rede pública.
Tuberculose em Ribeirão Preto: Uma realidade persistente
Ribeirão Preto, assim como o Brasil, ainda enfrenta um número significativo de casos de tuberculose. A doença, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, continua sendo a infecção que mais mata no país e no mundo. Os sintomas comuns incluem tosse (às vezes com sangue), febre e suor noturno.
Diagnóstico e Tratamento: A importância da detecção precoce
A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, liberando o bacilo. Para evitar casos graves, o diagnóstico precoce é crucial. Quem apresenta tosse persistente por mais de duas ou três semanas, com catarro (eventualmente com sangue) ou febre, deve procurar uma unidade de saúde. O exame de escarro e raio-X permitem o diagnóstico, e o tratamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, cura quase 100% dos casos, desde que iniciado rapidamente. Crianças também podem ser afetadas, principalmente menores de três anos, sendo o controle da doença em adultos fundamental para a proteção infantil.
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Novas Diretrizes e o Futuro do Combate à Tuberculose
A tuberculose é uma doença crônica, diferente de surtos agudos como a Covid-19. O foco não está em combater uma epidemia, mas sim em controlar novos casos por meio do diagnóstico precoce e tratamento imediato. As novas diretrizes incluem métodos diagnósticos aprimorados dentro do SUS, disponíveis em unidades de saúde, serviços de referência da prefeitura e no Hospital das Clínicas. A busca por atendimento médico, aliada ao tratamento gratuito e eficaz, é a chave para interromper a transmissão e proteger a população.



