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Conselho tutelar pede a interdição do único abrigo da cidade que cuida de crianças em situação de risco

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
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A Casa Agape, abrigo que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade em Ribeirão Preto, enfrenta novamente problemas estruturais graves, colocando em risco a segurança dos menores. A situação precária do imóvel motivou o Conselho Tutelar a solicitar a interdição do local ao Ministério Público.

Estado Crítico do Imóvel

Com capacidade para abrigar até 20 crianças, a Casa Agape atualmente acolhe 12. No entanto, a estrutura do prédio apresenta diversas irregularidades: janelas com vidros quebrados, um ventilador pendurado, rachaduras nas paredes, fiação exposta, encanamento improvisado e partes do gesso e do muro desabadas. O conselheiro tutelar Anderson Roberto de Jesus documentou a situação e encaminhou o pedido de interdição ao Ministério Público, enfatizando a falta de segurança e o risco iminente para as crianças.

Ação do Conselho Tutelar e Reconhecimento da Prefeitura

O Conselho Tutelar expressou preocupação com o fato de que as crianças, já retiradas de ambientes familiares de risco, estarem sendo colocadas em uma nova situação de perigo. A secretária de Assistência Social, Isilda Del Vecchio, reconheceu que o imóvel é inadequado para abrigar as crianças. Segundo ela, um novo local já foi encontrado e as crianças serão transferidas para um espaço mais adequado. A promotoria também está ciente da situação e concordou que o imóvel escolhido anteriormente pela diretoria da casa não era apropriado.

Solução em Vista

A Prefeitura de Ribeirão Preto, responsável pela manutenção da Casa Agape, optou por não realizar reparos no imóvel atual, considerando-o inadequado. A previsão é que as adaptações no novo local, descrito como um espaço “maravilhoso e arborizado”, sejam concluídas em aproximadamente 40 dias. A diretora do abrigo, Maria Selma Neder, confirmou que a mudança deve ocorrer até fevereiro do próximo ano, justificando a ausência de reparos no imóvel atual por se tratar de um local provisório.

Espera-se que a mudança para um novo espaço proporcione um ambiente mais seguro e acolhedor para as crianças, garantindo o cuidado e a atenção que elas merecem.

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