Grande quantidade de água faz o produto não render tanto, impactando diretamente no valor do etano e do açúcar
Chuvas intensas: impacto na produção de cana-de-açúcar
As chuvas abundantes têm afetado a produção de cana-de-açúcar, principal cultura agrícola da região. Embora a água seja essencial para o desenvolvimento da planta, o excesso pode prejudicar o rendimento e o teor de açúcar, impactando os preços do etanol e do açúcar. A cana precisa de 1.100 a 1.500 milímetros de chuva em 6 a 7 meses para um bom desenvolvimento, mas a luminosidade também é fundamental. Dias nublados, mesmo com chuva, retardam o crescimento.
Desafios na colheita e proteção da cana
O solo encharcado dificulta o acesso aos canaviais, principalmente para máquinas grandes. A aplicação de produtos para proteger a cana também é prejudicada, atrasando os tratos culturais e aumentando o risco de erosão, especialmente em terrenos íngremes. Uma usina em Sertãozinho planeja moer mais de 7 milhões de toneladas de cana na próxima safra, mas as condições climáticas geram incertezas.
Preocupações e esperanças para a próxima safra
Após anos de seca e pragas, as chuvas recentes trazem esperança de aumento na produção de cana por hectare. No entanto, o excesso de água pode resultar em um produto com menor teor de açúcar (ATR – Açúcar Total Recuperável), o que pode encarecer os produtos derivados da cana. A situação exige monitoramento constante e manejo adequado para garantir a produtividade e a rentabilidade da cultura.
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As condições climáticas atuais representam um desafio para os produtores de cana-de-açúcar, exigindo estratégias de manejo que equilibrem a necessidade de água com a exposição solar e a prevenção de problemas como o excesso de umidade e a erosão do solo. O acompanhamento da evolução da safra é crucial para avaliar os impactos da pluviosidade e ajustar as práticas agrícolas para mitigar possíveis prejuízos.