Com a decisão, projetos de corredores de ônibus e terminais, não sairão do papel
Ribeirão Preto enfrenta sérios problemas com seu transporte público, alvo inclusive de investigação do Ministério Público. Cinco anos após a ProUrbano assumir a gestão, prometida modernização da frota e dos pontos de ônibus ainda não se concretizou, gerando reclamações da população.
Precariedade no Sistema
Usuários relatam dificuldades diárias, como a falta de bancos e abrigo nos pontos de ônibus, expondo-os ao sol e à chuva. Além disso, reclamam da conduta de alguns motoristas. A situação é tão crítica que, dois anos após a concessão, vereadores identificaram o descumprimento de 17 cláusulas contratuais, levando ao acionamento do Ministério Público.
Investigações e Obras Incompletas
A investigação resultou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Apesar disso, a ProUrbano entregou apenas sete terminais com atraso: Jerônimo Gonçalves, Bom Fim Paulista, São José, José Sampaio, Vila Brantes, Catedral e Ribeirão Verde. Três terminais – Central, USP e Vila Mariana – permanecem apenas no papel. A empresa também não entregou nenhum quilômetro de corredor de ônibus, alegando falta de recursos financeiros. Uma comissão da prefeitura analisará as alegações da ProUrbano sobre o investimento realizado.
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O Futuro do Transporte Público
A falta de terminais, corredores e pontos de parada adequados persiste em Ribeirão Preto. A Transap, responsável pela fiscalização, confirmou a formação de uma comissão para analisar o contrato com a ProUrbano. Enquanto a Transap aguarda a disponibilização de novas áreas para construção dos terminais restantes, a ProUrbano não se manifestou sobre as pendências. A situação demonstra a necessidade de uma solução urgente e eficaz para garantir um transporte público de qualidade à população.



