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Consórcio PróUrbano cancela contrato com cooperativa e motoristas paralisam as atividades em Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Consórcio PróUrbano Ribeirão Preto
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Motoristas da cooperativa responsável pelas linhas do sistema Leva e Traz em Ribeirão Preto paralisaram suas atividades, com previsão de retorno apenas na segunda-feira. A paralisação ocorre após o consórcio Pró-Urbano romper o contrato com a cooperativa a partir de 1º de dezembro, interrompendo o serviço já na sexta-feira. Cooperados protestaram, levando 12 ônibus ao estacionamento da Câmara Municipal.

Reunião no Ministério Público e Indignação

Uma reunião no Ministério Público, mediada pelo promotor Carlos César Barbosa, buscou soluções com membros da Copertarpe. Zaki O. Miguel de Carvalho, representante da cooperativa, nega que o cancelamento do contrato esteja ligado ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê a cobrança de taxa dos usuários do Leva e Traz a partir de janeiro. “Não é por nossa conta. O contrato foi reincidido. Eles estão querendo cooptar os nossos trabalhadores, os nossos cooperados para operar o sistema. Nenhum dos cooperados aceitará este tipo de coisa. Estaremos na luta durante a semana para voltar a operar o sistema do jeito que a gente sempre operou durante os 12 anos”, afirmou.

O promotor demonstrou indignação com a postura do consórcio, especialmente a alegação de que o TAC justificaria a interrupção do serviço. Segundo o promotor, o TAC não tem relação com o cancelamento do contrato e não impede a continuidade da operação pela cooperativa.

Impacto no Emprego e Críticas à Decisão

A Copertarpe alega que quase 100 pessoas perderão seus empregos se o consórcio Pró-Urbano assumir o serviço. “A partir de segunda-feira, os nossos serviços foram rescindidos com o consórcio Pró-Urbano. 94 cooperados diretamente ficarão desempregados sem o seu ganha-pão. Isso diretamente, porque são várias outras famílias que dependem diretamente desse serviço”, declarou um representante da cooperativa.

O vereador Marcos Papa, relator da CPI dos transportes, criticou a decisão do Pró-Urbano e a futura cobrança de passagem do Leva e Traz. “O comunicado imediato de dispensa é mais um sinal de desgoverno. A prefeitura não pode admitir uma coisa dessa. Não existe desculpa nem no contrato e nem na realidade dos fatos que justifique o que está acontecendo”, afirmou Papa, questionando a validade do TAC sobre o contrato existente.

Contrato e Possíveis Ações Legais

Papa argumenta que o contrato é um ato jurídico perfeito e que o TAC não pode eliminá-lo. “Se vier acontecer isso, da Pró-Urbano vir a cobrar esse serviço que o Leva e Traz fazia, no meu entendimento é uma ilegalidade e, se necessário, nós vamos à justiça exigir que o contrato seja cumprido.” A Copertarpe afirma que o consórcio Pró-Urbano tomou a decisão de cancelar o contrato em 4 de novembro, mas comunicou os motoristas apenas na última quinta-feira, dia 27.

Diante do impasse, a situação permanece incerta, com a cooperativa buscando reverter a decisão e garantir a continuidade do serviço para a população.

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