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Consórcio PróUrbano quer prorrogar prazos previstos em contrato

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Consórcio PróUrbano
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O Consórcio Prourbano solicitou formalmente à Prefeitura de Ribeirão Preto a prorrogação dos prazos previstos no contrato de transporte coletivo, assinado em maio de 2012. O pedido de aditamento foi confirmado por Carlos Roberto Cheruli, diretor da Turbi e representante do consórcio, durante seu depoimento na CPI do Transporte.

Déficit e Descumprimentos Contratuais

Cheruli admitiu diversos descumprimentos contratuais, atribuindo-os a um déficit financeiro e econômico. Segundo ele, a divergência entre o número real de passageiros e a estimativa inicial da prefeitura causa um rombo de aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês. O vereador Beto Kangusu questionou a justificativa, argumentando que as empresas do setor já atuam há mais de 20 anos em Ribeirão Preto e conhecem a natureza estimativa dos editais.

Impacto nos Usuários e Prioridades do Consórcio

Apesar dos descumprimentos, o consórcio não foi multado até o momento, embora receba notificações diárias da Transerp. Ajustes e possíveis adiamentos podem afetar diretamente os usuários, principalmente em relação à construção dos terminais de ônibus e à recontratação dos agentes de cobrança. Cheruli garantiu que todos os itens do contrato serão atendidos, mas admitiu que a atuação dos cobradores nunca foi eficaz. Diante das dificuldades financeiras, o consórcio priorizou o pagamento dos salários dos motoristas e o abastecimento dos ônibus.

Qualidade do Serviço e Possível Aumento da Tarifa

Cheruli assegurou que o transporte público em Ribeirão Preto é de alta qualidade e que várias pendências contratuais estão sendo resolvidas. No entanto, ele alertou que algumas exigências do contrato podem levar ao aumento da tarifa, apesar do próximo reajuste estar previsto apenas para 2014. Enquanto a oposição defende o cumprimento rigoroso do contrato, o vereador governista Samuel Sanferdini se mostrou favorável a um acordo, desde que os usuários não sejam prejudicados. Ele argumenta que multas neste momento só agravariam a situação do consórcio e adiariam investimentos. A abertura de uma nova licitação seria prejudicial ao município, segundo o vereador.

A próxima etapa da CPI do Transporte será o depoimento da secretária de Negócios Jurídicos da prefeitura, Vera Zanetti Moniz Zampeire.

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