Setor amarga o 19° mês seguido com fechamento de vagas; queda na cidade foi de 0,24%
O setor da construção civil no Brasil tem enfrentado um período desafiador, marcado por frequentes quedas no nível de empregos. Dados recentes apontam para uma redução de 17.400 postos de trabalho em relação a março, refletindo um cenário de incertezas e retração econômica.
Impacto Regional e Perspectivas
Em Ribeirão Preto, a situação não é diferente, com o registro de 122 desligamentos, representando uma queda de 0,24% em comparação com o mês anterior. Essa é a 19ª queda consecutiva, conforme dados do Cindus, em parceria com o sindicato da indústria da construção civil. Fernando Paoleelo Junqueira, diretor regional da entidade, reconhece que a mudança no cenário econômico surpreendeu muitos, mas vislumbra que o pior já passou. Ele acredita que aqueles que investiram no setor imobiliário e não se prepararam adequadamente para o término das obras foram os mais afetados.
Otimismo Moderado e Desafios Persistentes
Apesar do cenário desafiador, Junqueira demonstra otimismo, acreditando que os incentivos fiscais e as propostas econômicas do governo podem impulsionar uma melhora no setor a curto prazo. Ele destaca que, em Ribeirão Preto, houve contratações em torno de 170 vagas, contrastando com o desempenho negativo de outras cidades da região. No entanto, o economista Jair Casquiao Jr. adota uma postura mais pessimista, apontando para o excesso de ofertas e a baixa procura como fatores que enfraquecem o setor. Ele ressalta a combinação de “imóvel demais, gente de menos, preço de mais e renda de menos” como um reflexo da recessão.
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Excesso de Oferta e Perspectivas de Longo Prazo
Casquiao Jr. argumenta que o excesso de ofertas no mercado imobiliário não deve se resolver a curto prazo, o que pode impactar negativamente a geração de novas vagas na construção civil. Ele estima que o mercado imobiliário enfrenta um excedente de oferta que pode levar de cinco a dez anos para ser absorvido, considerando o potencial de crescimento da população.
Enquanto algumas regiões enfrentam quedas significativas, como Sorocaba e Campinas, São José do Rio Preto se destaca com um aumento no volume de vagas. O futuro do setor permanece incerto, com visões divergentes sobre a velocidade da recuperação e os desafios a serem superados.



