Setor que era o principal responsável pela geração de empregos em Ribeirão Preto vive recessão há 4 anos
Crise na Construção Civil de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto enfrenta uma crise prolongada na construção civil, com a perda de milhares de empregos nos últimos anos. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam um déficit de 3.800 vagas nos últimos quatro anos, sendo 448 somente em 2017. A situação afeta diretamente trabalhadores como Maciel Alves da Silva, que chegou a ficar um ano desempregado e relata a grande dificuldade em encontrar trabalho fixo no setor.
Recuperação Lenta e Gradativa
Apesar de uma leve melhora em relação a 2016, quando foram fechadas 1.480 vagas, a recuperação do setor é lenta e gradativa. José Batista Ferreira, diretor regional do Cindus (sindicato dos construtores), afirma que a retomada começou em 2017, mas que o crescimento se dá de forma gradual. A empresa dele, por exemplo, reduziu seu quadro de funcionários de 80 para 40 operários durante a crise, e atualmente conta com 40. O economista Edgar Monfort Merlo, da USP, explica que a recuperação depende da retomada da confiança e de novos investimentos, com sinais lentos e graduais de melhora previstos para o ano.
Perspectivas para o Futuro
A construção civil em Ribeirão Preto, que chegou a representar quase 30% dos postos de trabalho com carteira assinada em 2011, perdeu importância nos últimos anos. A expectativa é de que a recuperação se dê com a liquidação de imóveis remanescentes, abrindo caminho para novos lançamentos, possivelmente no final do ano. A retomada plena do setor, no entanto, ainda depende de diversos fatores e de uma recuperação mais consistente da economia como um todo.
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O setor enfrenta desafios significativos, mas há indícios de uma gradual recuperação. A expectativa é de que, com o passar do tempo e a retomada da confiança do mercado, a construção civil de Ribeirão Preto volte a gerar empregos e a contribuir significativamente para a economia local.



