No Brasil, foram cerca de 500 mil postos de trabalho fechados nos últimos doze meses
Um levantamento recente do Sinduscom, em parceria com a FGV, revela um cenário preocupante para o setor da construção civil no Brasil. A pesquisa aponta para um expressivo número de demissões nos últimos meses, impactando trabalhadores e empresas em diversas regiões do país.
O Impacto das Demissões no Setor
De março de 2015 a março de 2016, o setor da construção civil eliminou cerca de 500 mil postos de trabalho em todo o país. Segundo José Romeo Ferraz Neto, presidente estadual do Sinduscom, a previsão para o restante do ano é ainda mais sombria, com a expectativa de mais 250 mil demissões até o final de 2016. Essa situação representa uma perda significativa tanto para as empresas, que investem no treinamento e adaptação de seus funcionários, quanto para os trabalhadores, que perdem seus empregos.
Ribeirão Preto e a Crise na Construção Civil
Ribeirão Preto também sofreu com a crise no setor. A cidade registrou quase mil demissões somente no mês de março, acumulando cerca de 7 mil nos últimos 12 meses. Fernando Junqueira, diretor regional do Sinduscom, destaca que, embora o início do ano seja tradicionalmente um período positivo para o setor, a crise tem impactado negativamente a geração de empregos.
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A pesquisa também analisou outras cidades da região, como Barretos, Franca, São Carlos e Sertãozinho, que também apresentaram um saldo negativo na geração de empregos na construção civil. Apenas Jaboticabal registrou um aumento no número de contratações. A esperança reside na retomada da confiança dos investidores na economia brasileira, o que poderia impulsionar a recuperação do setor e a criação de novos empregos.
O estudo demonstra a fragilidade do setor, com perdas para todos os envolvidos. A expectativa é que medidas econômicas e a retomada da confiança no país possam reverter esse quadro.



