Decisão tem caráter liminar e foi um pedido dos vereadores Duda Hidalgo (PT) e Marcos Papa (Podemos)
A Justiça suspendeu o contrato para a construção do novo Centro Administrativo de Ribeirão Preto, que seria a futura sede da prefeitura. A decisão foi tomada pela juíza Lucinene Canela de Mello, que deferiu o pedido de suspensão da execução do contrato.
Contexto da suspensão: A ação foi apresentada pelos vereadores Dudu Hidalgo (PT) e Marcos Papa (Podemos). A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial, que permite recurso por parte da administração municipal.
Posicionamentos sobre a obra: O atual prefeito, Duarte Nogueira, defende a construção do novo edifício, argumentando que a obra trará celeridade à administração e economia com o fim do pagamento de aluguéis. Por outro lado, o prefeito-eleito Ricardo Silva se posicionou contra o projeto durante a campanha eleitoral.
Reações da sociedade civil: A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) repudiou a obra, alegando que a construção aceleraria a degradação do centro da cidade e prejudicaria o comércio local. Além disso, críticos afirmam que transferir as repartições públicas para outro local pode contribuir para o abandono do centro, especialmente em áreas como Baixada, Saudanha Marinho, José Bonifácio e Gerônimo Gonçalves, que já apresentam muitos imóveis vazios.
Andamento do processo: No mês anterior, o contrato para a construção foi assinado e a Câmara Municipal aprovou a realização de um plebiscito para que a população decida sobre a obra. Com a decisão judicial desta sexta-feira, a obra está suspensa até que haja uma definição final.
Informações adicionais
Atualmente, a maioria dos setores da prefeitura está concentrada em um prédio na Avenida Américo Brasiliense, próximo à Praça da Bandeira e à Praça da Catedral, no centro da cidade.



