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Construtora responsabiliza o Banco do Brasil por atraso em obras em São Joaquim da Barra

Conjunto residencial, que deveria ser entregue em 2015, está abandonado e os clientes não podem fazer novos financiamentos
atraso obras São Joaquim da Barra
Conjunto residencial, que deveria ser entregue em 2015, está abandonado e os clientes não podem fazer novos financiamentos

Conjunto residencial, que deveria ser entregue em 2015, está abandonado e os clientes não podem fazer novos financiamentos

Obras paralisadas do empreendimento Morada do Sol, em São Joaquim da Barra, geram impasse entre construtora, banco e moradores.

Contratos com falhas e obras paralisadas

As obras do condomínio Morada do Sol, em São Joaquim da Barra, estão paralisadas desde 2015. A construtora Consfrã afirma que o Banco do Brasil, responsável pelo financiamento das casas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, é o culpado pelo impasse. Segundo o advogado da Consfrã, Hilton Luiz Cavalho, os contratos apresentados pelo banco continham diversos erros, levando a atrasos superiores a um ano e meio para sua correção. Devido a essas falhas, muitos mutuários desistiram da compra, deixando o empreendimento em situação crítica.

Prejuízos milionários e ações judiciais

A Consfrã alega ter investido R$ 12 milhões no empreendimento e que seriam necessários mais R$ 6 milhões para a conclusão das obras. Cerca de 55 famílias chegaram a pagar parcelas e tiveram seus FGTS bloqueados, mas não receberam as chaves dos imóveis. Diante da situação, a construtora entrou com uma ação judicial contra o Banco do Brasil, buscando ressarcimento dos valores investidos e indenização por danos morais. O local encontra-se atualmente abandonado e sujeito a invasões.

Impasse e futuro incerto

O Banco do Brasil, em nota, afirma ter cumprido suas obrigações contratuais e legais, fornecendo total apoio aos compradores. Contudo, não respondeu a questionamentos específicos sobre os erros nos contratos, o repasse dos valores restantes para a conclusão da obra e a posição da instituição em relação à ação judicial. O Ministério Público abriu um inquérito civil para acompanhar o caso. Atualmente, não há previsão para a resolução do problema, deixando os moradores em situação de grande insegurança e prejuízo.

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