Alta nos preços e queda no poder de compra deixam as idas ao supermercado mais difíceis
Ir ao supermercado e não se assustar com o valor final da conta tornou-se um desafio constante para o consumidor brasileiro. A alta dos preços e a consequente diminuição do poder de compra são queixas frequentes.
O Impacto da Taxa Selic
O Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou a manutenção da taxa Selic em 14,25%. Segundo o economista Jair Casquel, essa decisão pode agravar ainda mais a situação econômica do país. Ele explica que o governo enfrenta um dilema: reduzir a taxa de juros pode impulsionar a inflação, enquanto aumentá-la pode elevar o desemprego. “Se ficar, o bicho pega, se correr, o bicho come”, resume Casquel.
Perspectivas para o Futuro
Casquel prevê que a economia só começará a mostrar sinais de melhora no final de 2016 e início de 2017, desde que o governo adote as medidas corretas. Ele expressa preocupação com a queda na taxa de emprego e o esgotamento da capacidade de investimento público. Alerta ainda para o risco de um aumento artificial do emprego em 2016, ano eleitoral, com prefeitos buscando criar vagas para angariar votos.
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O Setor Supermercadista em Alerta
O setor supermercadista é um dos mais afetados pela crise. Rodrigo Mariano, economista da Associação Paulista de Supermercados, destaca que o agravamento da crise econômica, impulsionado pela instabilidade política e pela dificuldade em aprovar medidas de ajuste fiscal, impacta diretamente o desempenho do setor. O desemprego elevado e a perda do poder de compra da população, devido à inflação, reduzem as vendas nos supermercados.
Diante desse cenário, o consumidor precisa estar atento e planejar suas compras com cuidado para evitar surpresas desagradáveis no caixa.



