Sobre essa reincidência e a importância da educação financeira, ouça as orientaçãos do economista Fred Nazar
Um indicador recente divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que oito em cada dez consumidores retornaram aos cadastros de negativação em menos de um ano após quitar uma dívida renegociada. Em novembro deste ano, Consumidores levam menos de um ano, mais de 80% das negativação registradas referem-se a devedores reincidentes, ou seja, pessoas que já estavam no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses.
Contexto econômico e perfil dos consumidores inadimplentes
Segundo o economista Fred Nazar, muitos desses consumidores possuem renda estável, mas não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Ele destaca que a movimentação econômica depende do investimento, que gera produção e, consequentemente, renda para os trabalhadores. No entanto, a falta de educação financeira no Brasil dificulta a gestão adequada do salário, fazendo com que grande parte da população não consiga suprir suas necessidades básicas e complementares.
Educação financeira e hábitos de consumo: Fred Nazar enfatiza a importância da poupança como ferramenta para evitar o endividamento. Ele exemplifica que, ao reservar mensalmente uma quantia para despesas anuais como o IPVA, o consumidor pode evitar surpresas financeiras. Além disso, ele alerta para o uso inadequado do cartão de crédito e do cheque especial, modalidades que possuem as maiores taxas de juros no mercado. O economista recomenda que o cartão de crédito seja utilizado como se fosse um cartão de débito, limitando os gastos ao orçamento disponível.
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Consequências do endividamento e alternativas para renegociação: O uso excessivo do crédito rotativo pode levar à necessidade de parcelamentos e renegociações, que comprometem ainda mais a renda do trabalhador. Em casos de reincidência, Fred Nazar aconselha a busca pela negociação da dívida como melhor caminho. Caso o credor não aceite renegociar, o consumidor pode ter seu nome negativado e perder acesso ao crédito, o que gera desconforto e limitações financeiras.
Informações adicionais
Para regularizar a situação financeira, o economista destaca que o consumidor deve optar por reduzir gastos ou aumentar a renda, por exemplo, por meio de trabalhos complementares. Ele ressalta que não existe fórmula mágica para sair do endividamento, mas que a disciplina financeira e a educação são fundamentais para evitar o ciclo de dívidas.



