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Consumo de bebida alcoólica causa efeitos negativos à saúde cardiovascular

Consumo de bebida alcoólica causa efeitos negativos à saúde cardiovascular
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Consumo de bebida alcoólica causa efeitos negativos à saúde cardiovascular

Consumo de bebida alcoólica causa efeitos negativos à saúde cardiovascular

O consumo de álcool, tema frequente em discussões sobre saúde, tem sido consistentemente associado a impactos negativos no sistema cardiovascular. Estudos apontam para a elevação da pressão arterial, comprometimento da musculatura cardíaca, arritmias, aumento do colesterol e da gordura visceral, fatores que podem culminar em cardiopatias, câncer e diabetes tipo 2. A relação entre consumo e complicações é diretamente proporcional à dose, o que reforça a importância da moderação.

Ferramentas de Detecção Precoce

Diante desse cenário, a medicina preventiva ganha destaque. Aferições simples e acessíveis, como a medição da pressão arterial, frequência cardíaca, peso, níveis de açúcar e colesterol no sangue, podem se tornar aliadas na detecção precoce do consumo problemático de álcool. Essa abordagem permite intervenções em estágios iniciais, minimizando danos a longo prazo.

O Limite da Moderação

Definir o que é “consumo moderado” é crucial. Considera-se elevado qualquer ingestão que ultrapasse 30 gramas de etanol para homens e 15 gramas para mulheres em uma única ocasião. Para ilustrar, 30 gramas de etanol equivalem a aproximadamente 600 ml de cerveja, 250 ml de vinho ou 90 ml de destilados. A conscientização sobre esses limites é fundamental para evitar excessos.

Impactos Específicos e Grupos de Risco

O Dr. Matthew Montgomery, especialista no assunto, ressalta que a pressão arterial é um indicador chave, pois o consumo de álcool pode elevá-la progressivamente. Em indivíduos com etilismo crônico, observa-se um aumento da pressão arterial, enquanto em hipertensos, a condição pode se agravar, elevando o risco de infarto e AVC. Jovens também merecem atenção, pois o consumo excessivo em curtos períodos pode desencadear a “síndrome do coração pós-feriado”, com alterações no ritmo cardíaco e até fibrilação arterial. O ganho de peso, o aumento do colesterol e o acúmulo de gordura visceral são outros sinais de alerta, podendo indicar um consumo excessivo e suas complicações associadas, como o diabetes tipo 2.

A Importância do Questionamento Médico

Embora o álcool possa, em alguns casos, elevar o HDL (colesterol “bom”), esse efeito positivo é frequentemente ofuscado pelos impactos negativos no organismo. Portanto, é crucial que os médicos abordem o tema do consumo de álcool de forma direta, questionando seus pacientes sobre a quantidade e a frequência com que bebem. A identificação precoce de padrões de consumo problemáticos é essencial para prevenir o desenvolvimento de condições mais graves, como a cardiomiopatia alcoólica.

Encontrar um ponto de equilíbrio entre o prazer social proporcionado pelo consumo de bebidas alcoólicas e os riscos associados ao seu excesso é um desafio constante. A moderação, como sempre, é a chave.

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