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Consumo de cigarros eletrônicos traz riscos para a saúde assim como os cigarros convencionais

Ouça a coluna 'CBN Saúde', com Fernando Nobre
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Os cigarros eletrônicos, amplamente fabricados na China desde o início dos anos 2000, são dispositivos que emitem vapores em aerossol, contendo substâncias encontradas nos cigarros convencionais. Inicialmente, houve um certo apelo e tolerância em relação ao seu uso e divulgação, sob a alegação de que poderiam auxiliar na redução do consumo de cigarros comuns. Contrariando as legislações que proíbem anúncios de cigarros, até mesmo celebridades foram envolvidas na propaganda desses dispositivos.

A Origem e a Expansão dos Cigarros Eletrônicos

O cigarro eletrônico foi desenvolvido pelo farmacologista chinês Hon Lik no início dos anos 2000. Em 2013, a maior indústria de manufatura de tabaco lançou o produto mundialmente. Patenteado e comercializado legalmente nos Estados Unidos, o cigarro eletrônico ganhou apelo devido à sua novidade e forte presença na mídia, representando uma nova ameaça à saúde que se soma a outros fatores de risco para o desenvolvimento de doenças.

Os Riscos e a Persistência do Apelo

O consumo de cigarros eletrônicos dobrou entre 2008 e 2012 em diversos países. Pesquisadores estimam que uma tragada corresponde a pelo menos 20% do conteúdo de um cigarro comum. No entanto, a indústria continua a promover a ideia de que o cigarro eletrônico pode ajudar a abolir o vício de fumar. Uma revisão publicada pela revista de cardiologia alertou sobre os potenciais malefícios associados ao uso desses dispositivos.

Medidas Propostas para Regular o Uso

Rachel Grana, da Universidade da Califórnia, e seus colaboradores sugerem um conjunto de ações importantes. Entre elas, proibir o uso de cigarros eletrônicos em locais onde é proibido fumar, proibir a venda seguindo as mesmas regras da comercialização do tabaco, proibir o uso de substâncias que dão sabor ao cigarro eletrônico, especialmente os sabores adocicados, e aplicar os mesmos princípios de controle de divulgação na mídia que já existem desde a década de 1970.

Portanto, substituir o tabagismo tradicional pelos cigarros eletrônicos não é uma solução conveniente ou desejável. É fundamental manter a tolerância zero com o vício de fumar.

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