O mercado de bebidas destiladas no Brasil segue em expansão, impulsionado principalmente pelo consumo de vodca em coquetéis e de blended whisky, segundo o especialista César Adames. Ele explica que, apesar de o país contar com sete grandes famílias de destilados, apenas algumas concentram a maioria do consumo, enquanto outras ainda enfrentam baixa receptividade. A cachaça aparece como destaque positivo, figurando entre os destilados mais vendidos do mundo.
Adames também detalha como clima, cultura e hábitos influenciam a forma de consumo, defendendo que não há regra única, mas orientações técnicas que impactam aroma e sabor. O uso excessivo de gelo, por exemplo, refresca, mas reduz a percepção sensorial. O especialista reforça que o consumo deve ser feito com moderação e consciência, destacando que o álcool exige limites claros para evitar prejuízos à saúde.
No cenário global, o Brasil ainda tem espaço para crescer, especialmente quando comparado a mercados mais maduros. A entrada de grandes redes varejistas, o fortalecimento da coquetelaria clássica, o surgimento de destilarias nacionais de whisky e a busca da indústria por novos públicos, como a geração que prefere bebidas com pouco ou nenhum álcool, apontam para um setor em transformação, com foco em diversidade, qualidade e experiência.