Só a cidade de Ribeirão Preto foi a responsável por quase 50% do consumo regional
No ano passado, o consumo de energia nos cinco principais municípios da região apresentou um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior. Ribeirão Preto liderou o ranking, respondendo por 47,5% do consumo total. Certãozinho ficou em segundo lugar, com 9,1%, seguida por Jaboticabal (5%), Luiz Antônio (4,8%) e Pontal (2,8%). Os derivados de petróleo e a energia elétrica foram os insumos mais utilizados.
Impacto dos Preços na Energia Elétrica
Alexandre Nicolella, professor de economia da USP, atribui o aumento no consumo de energia elétrica no ano passado ao fato de que os preços não estavam tão elevados quanto atualmente. Segundo ele, a reação do consumidor é mais intensa quando há oscilação nos preços. No ano anterior, a energia estava relativamente barata, o que estimulou o consumo. No entanto, ele prevê um decrescimento no consumo para o ano corrente.
Escassez Hídrica e Alternativas Energéticas
Finote, presidente do Comitê da Bacia do Rio Pardo, alerta para a escassez hídrica e a queda nos níveis das hidrelétricas, problemas que já poderiam ter sido previstos. Ele defende investimentos na distribuição de energia alternativa, como a eólica, para suprir a demanda. Finote também ressalta a falta de conscientização da população em relação ao consumo de energia, enfatizando que muitos pensam apenas no presente, sem considerar o futuro.
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Soluções Sustentáveis para o Consumidor
O engenheiro eletricista Sebastião Alair Ricardo sugere que os consumidores adotem equipamentos de geração de energia sustentável para reduzir o consumo em suas residências. Ele destaca a substituição do chuveiro elétrico por energia solar e a troca de lâmpadas incandescentes e compactas por lâmpadas LED como medidas eficazes. Em cidades como Ribeirão Preto, a substituição de lâmpadas de vapor de sódio por modelos mais eficientes pode gerar uma economia significativa.
Em comparação com 2013, apenas Pontal diminuiu o consumo de energia (7,1%). O professor Nicolella da USP também aposta em investimentos em tecnologias sustentáveis para a utilização de água e energia elétrica, que podem se pagar a curto prazo devido à economia gerada pelas taxas elevadas. O desenvolvimento tecnológico e a crescente viabilidade econômica dessas alternativas as tornam cada vez mais atraentes a longo prazo.



