Segundo a UNICA, crescimento nas vendas foi de 13,16% em relação à safra passada, chegando a 14 bilhões de litros
A safra de cana-de-açúcar está chegando ao fim, e o setor sucroalcooleiro comemora bons resultados. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção de etanol hidratado no Centro-Sul do país entre abril e outubro atingiu 1,6 bilhão de litros, um aumento de 8,5% em relação à safra anterior. As vendas também superaram as expectativas, com 14 bilhões de litros comercializados, um crescimento de 13,16%.
Preços atrativos em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, o etanol se mostra uma opção ainda mais vantajosa. O preço médio do litro fica entre R$ 2,59 e R$ 2,77, um dos mais baixos do estado de São Paulo, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A diferença de preço em relação à gasolina chega a R$ 1,78, o que impulsiona a demanda pelo biocombustível. Apesar da vantagem, muitos motoristas ainda esperam preços ainda menores, considerando a região como grande produtora.
Fatores que influenciam o preço do etanol
Embora a produção e as vendas de etanol estejam em alta, o preço final ao consumidor é influenciado por diversos fatores. O economista-chefe da Unica, Luciano Rodrigues, destaca os custos de transporte, impostos estaduais e federais, margens das distribuidoras e dos postos revendedores como elementos que compõem o valor pago nas bombas. O representante da Braço Combustíveis, René Abad, confirma a alta demanda, com postos registrando até 70% de vendas de etanol em Ribeirão Preto.
Leia também
Perspectivas para a entressafra
Com o fim da safra se aproximando, a possibilidade de redução de preços é considerada pequena. A Unica aponta que aumentos são imprevisíveis, dependendo de fatores como interferências políticas e comerciais, além da influência do mercado internacional e das ações da Petrobras. Embora o cenário atual seja positivo para o setor, com geração de empregos e economia aquecida, a volatilidade do mercado e a alta demanda podem levar a reajustes de preços no futuro. A relação entre o preço do etanol e o da gasolina também é um fator a ser considerado, mantendo a necessidade de equilíbrio para garantir o consumo do biocombustível.



