CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Consumo excessivo de sal pode acelerar doenças cardíacas

Ouça a coluna 'CBN Saúde', com o médico Fernando Nobre
Consumo excessivo de sal pode acelerar
Ouça a coluna 'CBN Saúde', com o médico Fernando Nobre

Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com o médico Fernando Nobre

O organismo humano já recebe a quantidade necessária de sal para seu funcionamento adequado por meio dos alimentos consumidos, Consumo excessivo de sal pode acelerar doenças cardíacas, por meio do chamado sal intrínseco. O sal adicionado aos alimentos, geralmente utilizado para realçar o sabor, não é essencial para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo máximo de sal adicionado não ultrapasse 5 gramas de cloreto de sódio por dia, o equivalente a uma colherzinha de café. No entanto, no Brasil, o consumo médio diário é superior ao dobro dessa recomendação, alcançando cerca de 12 gramas.

Consumo excessivo e impactos na saúde

Estudos indicam que populações que não adicionam sal à alimentação, como alguns povos indígenas, apresentam baixa incidência de pressão alta, mesmo com o avanço da idade. Além disso, crianças alimentadas exclusivamente com leite materno tendem a apresentar menor risco de hipertensão na vida adulta em comparação com aquelas que recebem leite de vaca, que contém maior teor de sódio.

O consumo elevado de sal está fortemente associado ao desenvolvimento de hipertensão arterial, que é o principal fator de risco para doenças vasculares, responsáveis pela principal causa de morte no mundo. Pesquisas também indicam que o excesso de sal pode aumentar a probabilidade de câncer e de esclerose múltipla, embora esses efeitos ainda estejam sendo investigados.

Alimentos com alto teor de sódio: De acordo com pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o queijo parmesão ralado é o produto com maior teor de sódio, apresentando uma média de 1981 mg por 100 gramas. Em seguida, aparecem o macarrão instantâneo, com aproximadamente 1800 mg por 100 gramas, mortadela, biscoito de polvilho e maionese, todos com níveis superiores a 1000 mg por 100 gramas.

Salgadinhos industrializados e bolachas tipo água e sal, muito consumidos inclusive por crianças, também apresentam altos níveis de sódio, com a bolacha contendo cerca de 780 mg por 100 gramas. Esses alimentos contribuem significativamente para o consumo excessivo de sódio na população.

Medidas para redução do consumo de sal

O organismo humano pode se adaptar a uma redução no consumo de sal, com as papilas gustativas exigindo quantidades menores ao longo do tempo. Por isso, a diminuição gradual do sal na alimentação é recomendada para facilitar a adaptação do paladar.

Medidas governamentais, como campanhas para reduzir o teor de sal em alimentos industrializados, são essenciais para controlar o consumo excessivo. Um exemplo bem-sucedido é o da Finlândia, que desde 1975 implementou uma campanha nacional para reduzir o consumo de sal. Em uma geração, o consumo caiu 22% entre homens e 43% entre mulheres, resultando em uma significativa diminuição das doenças cardiovasculares no país.

Informações adicionais

Esses resultados indicam que é possível controlar o consumo de sal e melhorar a saúde pública por meio de políticas eficazes e conscientização da população. A redução do consumo de sal é uma estratégia importante para prevenir doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e doenças cardiovasculares, que representam uma das maiores causas de mortalidade no mundo.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.