CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Conta bancária de professora envenenada teve movimentação após a morte dela, diz advogado

Mãe de Larissa Rodrigues também morreu recentemente e deixou um seguro de vida para a filha; MP apura motivação do crime
Conta bancária de professora envenenada teve
Mãe de Larissa Rodrigues também morreu recentemente e deixou um seguro de vida para a filha; MP apura motivação do crime

Mãe de Larissa Rodrigues também morreu recentemente e deixou um seguro de vida para a filha; MP apura motivação do crime

Cerca de uma semana antes de ser encontrada morta por envenenamento no apartamento onde vivia na zona sul de Ribeirão Preto, Conta bancária de professora envenenada teve, no fim de março, a professora Larissa Rodrigues, de 37 anos, relatou sintomas como diarreia, tontura e vômito em mensagens enviadas a uma amiga.

Ela mencionou que estava sendo medicada com a ajuda do médico Luiz Antônio Garnica e da sogra, Elisabeth Arrabassa, ambos presos e investigados pela morte. Um exame toxicológico constatou a presença de chumbinho no organismo de Larissa.

“Amiga, estava passando muito mal, estou deitada, minha sogra veio aqui à tarde, depois voltou para trazer remédio que o Luiz pediu para ela, eles cuidaram de mim”, escreveu Larissa em uma das mensagens enviadas para Caroline Marques de Oliveira, que não chegou a vê-la pessoalmente nesse período.

Caroline afirmou que inicialmente pensou que a morte de Larissa tivesse sido causada por um mal súbito, pois desconhecia as visitas diárias da sogra ao apartamento. O advogado da família, Matheus Fernando da Silva, relatou que Larissa chegou a pedir para o marido levá-la ao hospital, mas ele se recusou, alegando que, por ser médico, cuidaria dela.

“Isso causou muito estranheza à família, tanto que ontem na prisão, ele não falou nada, não quis saber de nada, não perguntou quem envenenou a esposa, estava muito preocupado consigo mesmo”, disse o advogado.

A mãe de Larissa faleceu há cinco meses, e um seguro de vida da professora foi partilhado entre o pai, o irmão e Larissa. A família desconhece o que o marido fez com o dinheiro, que, segundo a lei, deveria ter sido repassado a ele após a morte. A investigação deve apurar essa movimentação, já que não havia autorização para movimentar a conta de Larissa após seu falecimento, pois seria necessário um inventário.

Investigação e suspeitas: Uma das suspeitas da Polícia Civil é que Larissa tenha sido envenenada gradualmente pela sogra, que teria sido a última pessoa a vê-la. As autoridades também possuem evidências de que a sogra ligou para uma amiga para perguntar sobre o veneno conhecido como chumbinho, encontrado no exame toxicológico.

O chumbinho, apesar de ser um produto de uso doméstico, tem venda restrita e pode causar perda da função motora e até a morte em casos de ingestão humana, conforme explica o toxicologista Daniel Junqueira Dorta, professor do Departamento de Química da USP.

Posições dos investigados: Elisabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica negam qualquer envolvimento na morte de Larissa. Ambos foram mantidos presos após audiência de custódia e respondem por homicídio qualificado.

Informações adicionais

Não foram divulgados detalhes sobre o andamento das investigações nem sobre o possível motivo do envenenamento.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.