Reajuste para residências e pequenos comerciantes é de 8,34%; especialista orienta sobre como poupar energia e evitar prejuízos
A partir da próxima segunda-feira, consumidores brasileiros terão que lidar com um novo aumento na conta de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste médio de 8,66% para a CPFL, com variações entre os tipos de consumidores.
Reajuste e seus impactos
Para consumidores residenciais e pequenos comércios, o aumento será de 8,34%, enquanto grandes empresas e indústrias pagarão 9,3% a mais. Apenas 2,17% do custo total ficam com a operadora para investimentos em manutenção, modernização e pagamento de funcionários. O economista Edgard von Forte Merlo afirma que, por ser um bem essencial, o consumidor tem poucas alternativas para substituir o consumo de energia elétrica, sendo a principal solução a redução do consumo.
Causas do aumento e alternativas
O reajuste acima da inflação se deve a três fatores principais: baixos níveis dos reservatórios de água, alta do dólar (impactando a usina de Taipu) e o maior acionamento de termoelétricas. Esse último ponto destaca a falta de investimentos em geração e distribuição de energia, com o país ainda dependente de fontes hidrelétricas e com atrasos no desenvolvimento de energias solar e eólica, além de redes inteligentes. Países como a Alemanha oferecem incentivos para consumidores instalarem placas solares e venderem o excedente de energia para a companhia elétrica.
Desafios e perspectivas
A CPFL enfrenta críticas frequentes de clientes sobre falta de transparência e reclamações no serviço prestado. Apesar do aumento, há uma notícia positiva: em abril, a bandeira tarifária permanece verde. O reajuste impacta diretamente o orçamento doméstico, principalmente em um momento de economia desaquecida e salários que muitas vezes não acompanham a inflação. A falta de planejamento governamental em relação à diversificação de fontes de energia contribui para a instabilidade nos preços.



