Pela primeira vez será aplicada a bandeira tarifária vermelha no nível dois; falta de chuva é o principal fator do reajuste
A partir de outubro, a energia elétrica ficou mais cara no Brasil devido à bandeira vermelha nível 2, a mais alta da tarifa, que cobra R$ 3,50 adicionais a cada 100 quilowatts-hora.
Impacto nos consumidores
Essa é a primeira vez que o nível 2 da bandeira vermelha é aplicado, impactando diretamente o bolso dos brasileiros. Comércios e indústrias sentem o aumento com mais força, enquanto consumidores domésticos também sofrem o impacto, apesar de menor. Alguns comerciantes buscam alternativas para não repassar o aumento aos clientes, enquanto outros, como lavanderias, já se veem obrigados a repassar o custo adicional para manterem suas atividades.
Causas da alta
A medida visa cobrir os custos das usinas termoelétricas, necessárias devido à baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas, principalmente na região Sudeste. A falta de chuvas em 2023 agravou a situação, contrastando com anos anteriores como 2015 e 2016, que registraram chuvas significativas em atrássto e setembro. A situação levou à necessidade de ligar mais usinas termoelétricas para suprir a demanda energética.
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Perspectivas futuras
O engenheiro elétrico Sebastião Alaí Ricardo prevê que a cobrança mais alta deve permanecer até dezembro, quando as chuvas no Sudeste devem reabastecer os reservatórios. A ANEEL garante que não há risco de racionamento, mas lança campanhas para conscientizar sobre o consumo consciente de energia. Embora o impacto no consumo doméstico seja menor, o aumento significativo no comércio e indústria preocupa empresários, que buscam alternativas para minimizar os efeitos da alta.



