Justificativas para o aumento da taxa é a baixa na ocorrência da chuvas e a ativação das Termoelétricas para suprir a demanda
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou a aplicação da bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia elétrica a partir de junho. Isso representa um acréscimo de R$ 4, Conta de luz tem acréscimo com,46 para cada 100 quilowatt-hora consumidos, equivalente a um aumento de aproximadamente 5% na tarifa residencial, que passa dos atuais R$ 0,89 para cerca de R$ 0,94 por quilowatt-hora.
Contexto da cobrança extra: O aumento ocorre devido à redução significativa dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, causada pela falta de chuvas. Com a estiagem, há a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado para a geração de energia. A situação pode se agravar caso a estiagem persista, podendo levar à adoção da bandeira vermelha patamar 2 em julho, com cobrança ainda maior.
Dicas para reduzir o consumo
Cleber Messias, professor de eletroeletrônica do Senai de Ribeirão Preto, destaca que o chuveiro elétrico é o maior consumidor de energia em residências, especialmente neste período em que as pessoas preferem banhos mais quentes. Para evitar surpresas na conta, ele recomenda tomar banhos mais curtos e racionais, abrindo o registro apenas para se molhar e fechar durante o ensaboamento.
Além disso, Messias aconselha utilizar a máquina de lavar roupas com a capacidade adequada, evitando lavagens frequentes com poucas peças, e desligar lâmpadas e aparelhos eletrônicos em cômodos não utilizados, inclusive retirando-os da tomada para evitar consumo em stand-by.
Impacto para os consumidores: O aumento da tarifa pode impactar o orçamento das famílias, principalmente as de menor poder aquisitivo, que são as mais afetadas pelo custo adicional. O acionamento das termelétricas, necessário devido à estiagem, encarece a geração de energia, refletindo diretamente na conta do consumidor residencial.
Informações adicionais
A ANEEL monitora mensalmente as condições dos reservatórios e pode revisar as bandeiras tarifárias conforme a evolução do cenário hidrológico. No momento, não há previsão de melhora significativa nas chuvas, o que mantém a necessidade do acionamento das usinas termelétricas e a vigência da cobrança extra.



