Conheça o trabalho de Giselda Perê e suas estratégias para passar o conhecimento africano às crianças
A Feira Internacional do Livro recebeu Giselle da Pere, conhecida como Aghbalah, uma contadora de histórias que resgata a cultura africana para o público infantil. Em entrevista, ela explicou como adapta as narrativas tradicionais para o entendimento das crianças.
Histórias milenares, sentimentos atuais
Segundo Aghbalah, as histórias africanas, apesar de milenares, abordam sentimentos e relações humanas presentes no cotidiano, facilitando a conexão com o público infantil. As narrativas frequentemente trazem temas como natureza e valores, tornando-se acessíveis e relevantes para crianças e adultos.
Reconexão com as origens
A iniciativa de Aghbalah surgiu da própria busca pela compreensão de suas raízes. Nascida em São Paulo, com pais nordestinos, ela sentia falta de conhecimento sobre sua ancestralidade africana. Seu trabalho visa levar às crianças e famílias histórias sobre a origem da população negra, valorizando sua beleza, riqueza e conhecimento, combatendo visões estereotipadas.
A magia da cabaça e a representatividade
Aghbalah utiliza uma cabaça como elemento cênico mágico, que revela as histórias ao se abrir, despertando a curiosidade infantil. As narrativas abordam temas do cotidiano, como relações familiares e de amizade, promovendo identificação. Para crianças negras, a representatividade é fundamental, mostrando personagens como príncipes, princesas e heróis. Para crianças não negras, amplia-se o repertório cultural e desenvolve-se a empatia.
Aghbalah finaliza com dicas para pais: a importância da diversidade na literatura infantil, incluindo autores negros e indígenas, e a valorização das histórias familiares, mesmo aquelas que envolvem sofrimento, para mostrar a complexidade da vida humana. A contadora convida a todos a visitá-la na Feira do Livro e a segui-la nas redes sociais para mais dicas e reflexões.



