Andrielly Ferro conversou com o médico pediatra Ivan Savioli sobre os riscos deste excesso no ‘Filhos e Cia’; confira!
Tempo excessivo de tela e o desenvolvimento infantil
Uma pesquisa recente publicada no Diama Pediatrics, envolvendo mais de 7 mil crianças japonesas, revelou uma forte correlação entre o tempo de exposição a telas (celulares, tablets, computadores) durante o primeiro ano de vida e atrasos no desenvolvimento aos dois e quatro anos de idade. O estudo analisou cinco domínios: comunicação, desenvolvimento motor grosso e fino, resolução de problemas e habilidades sociais. A pesquisa indica que, embora alguns atrasos possam ser superados com o tempo, dificuldades na comunicação e resolução de problemas persistem em crianças com maior exposição às telas, mesmo aos quatro anos.
Implicações para pais e responsáveis
Considerando os resultados da pesquisa, qual a recomendação para os pais? A orientação principal é maximizar a interação com as crianças. Explorar atividades simples, como nomear cores durante as refeições, explicar sensações (doce, azedo), brincadeiras interativas e o contato visual (olho no olho) são cruciais. Ler para a criança e incentivar sua participação na leitura também se mostram extremamente benéficos. Embora as telas façam parte da realidade atual, a recomendação é evitar o máximo possível o contato com telas antes dos 18 meses de idade, mesmo que se trate de programas educativos.
Considerações adicionais
É importante ressaltar que, apesar da associação entre tempo excessivo de tela e atraso no desenvolvimento, os estudos ainda não elucidam completamente o mecanismo dessa relação. Programas educativos podem apresentar benefícios, mas o contato com telas antes dos dois anos, independentemente do conteúdo, parece trazer prejuízos. O tema é complexo e merece discussões mais aprofundadas.
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Portanto, a interação direta e o estímulo ao desenvolvimento por meio de atividades lúdicas e educativas são fundamentais para o crescimento saudável das crianças, minimizando os potenciais impactos negativos do uso excessivo de telas. A recomendação aos pais é buscar um equilíbrio, priorizando a interação real e o aprendizado prático.