Dos dez times que disputam a liga nacional, cinco têm jogadores de fora; ouça a coluna ‘Good Game CBN’ com Nicholas Bocchi
Olá, leitores! Hoje vamos discutir a crescente presença de jogadores estrangeiros no cenário de eSports brasileiro, e vice-versa, com foco no League of Legends e outros jogos.
Importação de Talentos: O Caso da Coreia do Sul
O cenário competitivo de League of Legends no Brasil tem visto um aumento significativo na contratação de jogadores coreanos. A Coreia do Sul, considerada o berço dos eSports, exporta muitos talentos, e muitos times brasileiros contam com jogadores coreanos em suas equipes, aproveitando a expertise coreana no jogo. A maioria dos times brasileiros de League of Legends possui pelo menos um jogador coreano, muitas vezes em duplas, respeitando o limite de dois estrangeiros por partida.
Desafios e Oportunidades: Barreiras Linguísticas e Legislação
Apesar dos ótimos resultados obtidos com jogadores estrangeiros, existem desafios. A barreira da língua é um obstáculo considerável, exigindo, em muitos casos, a contratação de tradutores. Além disso, questões legais relacionadas a vistos de trabalho são frequentes. Muitos jogadores chegam ao Brasil com vistos de turista, o que é irregular e gera problemas contratuais, como salários atrasados e falta de assistência. Um caso emblemático foi o da dupla de coreanos Shadow e Reset, que enfrentaram dificuldades após chegarem ao Brasil com visto de turista. A falta de fiscalização adequada por parte das organizadoras de competições contribui para esses problemas.
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Exportação de Talentos Brasileiros e o Cenário Internacional
Por outro lado, jogadores brasileiros também buscam oportunidades no exterior, principalmente em jogos FPS como Rainbow Six e Counter-Strike. Muitas organizações brasileiras estão abrindo escritórios em outros países, onde o cenário de eSports é mais estruturado e oferece mais investimento. O Brasil tem forte presença internacional em Counter-Strike, e jogadores brasileiros que atuam em equipes internacionais estão sujeitos às leis do país onde jogam, tendo seus direitos trabalhistas melhor assegurados.
Em resumo, a internacionalização do cenário de eSports brasileiro apresenta tanto oportunidades quanto desafios. A regularização da situação dos jogadores estrangeiros, aliada à crescente profissionalização do setor, é fundamental para o desenvolvimento saudável e sustentável do ecossistema de games no país. A experiência de jogadores como Shadow demonstra a importância de uma legislação clara e de uma maior fiscalização para proteger os atletas.



