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Contribuição feita pelos Microempreendedores Individuais para o INSS é tema da coluna desta semana

Ouça a coluna 'CBN Vida e Aposentadoria', com Hilário Bocchi
Microempreendedores Individuais INSS
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A previdência social opera sob o princípio de contribuições proporcionais: quem contribui mais, recebe mais; quem contribui menos, recebe menos; e quem não contribui, não recebe benefício algum. Recentemente, muitos profissionais, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), têm buscado reduzir suas contribuições ao INSS com o objetivo de diminuir a carga tributária. No entanto, essa estratégia pode ter implicações significativas, como a redução do valor do benefício e a perda de certos direitos previdenciários.

O Impacto da Contribuição Reduzida para MEIs

A redução da contribuição ao INSS, especialmente para MEIs com faturamento de até R$ 60 mil por ano (aproximadamente R$ 5 mil por mês), tem se tornado uma prática comum. Esses contribuintes podem optar por pagar apenas 5% do salário mínimo, em vez dos 20% usuais. Embora essa redução pareça vantajosa a curto prazo, ela acarreta consequências importantes. Ao contribuir com apenas 5%, o MEI abre mão da aposentadoria por tempo de contribuição, limitando-se à aposentadoria por idade e a um benefício no valor de um salário mínimo.

Planejamento Previdenciário: A Chave para Maximizar Benefícios

Apesar da tentação de reduzir as contribuições, é crucial que os MEIs realizem um planejamento previdenciário adequado. A lei permite que complementem a contribuição de 5% com os 15% restantes para atingir os 20% exigidos para garantir acesso a todos os benefícios previdenciários. No entanto, muitos optam por deixar essa complementação para o momento da aposentadoria, o que pode se tornar inviável devido aos juros e correção monetária sobre as contribuições em atraso.

Orientações para Microempreendedores Individuais

Para os MEIs que desejam otimizar seus benefícios previdenciários, é essencial considerar algumas orientações. Primeiramente, é importante avaliar a possibilidade de contribuir com o teto da previdência, que é de R$ 4.663,00. Mesmo pagando o teto, o MEI pode manter a tributação reduzida, desde que faça a complementação correta na guia da previdência social. Além disso, é fundamental analisar o histórico de contribuições e as perspectivas futuras. Para aqueles que sempre contribuíram com o salário mínimo e planejam se aposentar por idade, a contribuição mínima pode ser uma opção viável. No entanto, para aqueles que contribuíram com valores maiores no passado, a redução pode resultar em perda de benefícios e dinheiro investido.

Em suma, a decisão de reduzir ou não as contribuições ao INSS deve ser baseada em um planejamento cuidadoso e na compreensão das implicações a longo prazo. A busca por um equilíbrio entre a redução de tributos e a garantia de uma aposentadoria digna é fundamental para o futuro financeiro do MEI.

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