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Controle da pandemia não é abrir leitos de UTI, garante o pesquisador da USP Domingos Alves

Especialista aponta que a adesão políticas coordenada para baixar o número de casos é o melhor caminho para controle da doença
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Especialista aponta que a adesão políticas coordenada para baixar o número de casos é o melhor caminho para controle da doença

Especialista aponta que a adesão políticas coordenada para baixar o número de casos é o melhor caminho para controle da doença

As medidas restritivas mais rígidas anunciadas para Ribeirão Preto, a partir da próxima quinta-feira, levantam questionamentos sobre sua oportunidade. Conversamos com o pesquisador da USP, Domingos Alves, para entender a situação.

Medidas Tardias?

Para o Dr. Alves, as medidas poderiam ter sido adotadas antes, considerando que os números de casos em Ribeirão Preto e região permaneceram altos durante todo o mês de maio. Ele compara a situação com a de Cajuru, onde medidas restritivas foram implementadas e mantidas até a redução dos casos, demonstrando a eficácia de uma intervenção mais precoce.

Coordenação Regional e Duração Ideal

O pesquisador defende a adoção de medidas semelhantes em todas as 26 cidades da DRS-13, para uma ação coordenada. Quanto à duração ideal das medidas restritivas, Dr. Alves afirma que, segundo recomendações da OMS e CDC, são necessários pelo menos 15 dias de medidas eficazes, como um lockdown, para um controle efetivo. Ele critica a utilização de conceitos como “estabilidade de casos”, muitas vezes divulgados sem embasamento científico, enquanto os números de internações permanecem altos.

A Importância da Mensagem e a Realidade

A dificuldade da população em aceitar novas restrições, após mais de um ano de pandemia, é compreensível. No entanto, Dr. Alves destaca a necessidade de uma comunicação clara por parte dos gestores, alertando para a gravidade da situação e evitando a flexibilização de medidas em datas comemorativas, como o Dia das Mães, que podem gerar a falsa impressão de controle da pandemia. Ele também aponta que aglomerações em transportes públicos, por exemplo, são tão perigosas quanto as festas e eventos, e que a responsabilidade não deve ser atribuída apenas à população.

Em resumo, a eficácia das medidas restritivas em Ribeirão Preto dependerá da sua duração e da coordenação regional, além de uma comunicação transparente e eficaz com a população sobre a gravidade da situação e a necessidade de medidas de contenção.

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