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Convênio médico recusa pagar tratamento ‘home care’ de paciente

Juscelém Viana da Silva foi liberada para tratar em casa, mas convênio recusou arcar com atendimento; prática é ilegal
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Juscelém Viana da Silva foi liberada para tratar em casa, mas convênio recusou arcar com atendimento; prática é ilegal

Juscelém Viana da Silva foi liberada para tratar em casa, mas convênio recusou arcar com atendimento; prática é ilegal

Paciente com câncer enfrenta impasse com convênio médico em Ribeirão Preto

Alta hospitalar negada após convênio não liberar home care

A internação de uma paciente com câncer na Santa Casa de Ribeirão Preto gerou polêmica. A médica responsável, Dra. Juscelin Viana da Silva, liberou a paciente, de 57 anos, para ir para casa, condicionando a alta à disponibilização de home care pelo convênio. No entanto, a paciente retornou ao hospital após complicações em casa por falta do serviço.

Atraso no home care e consequências

Eduardo Luiz Viana Gonçalves, primo da paciente, relata que após a alta na sexta-feira, a paciente passou o fim de semana em casa sem o home care. Na segunda-feira, devido a convulsões e a remoção da sonda, ela precisou retornar ao hospital. Mesmo com a médica solicitando nova alta, a família optou por manter a paciente internada até a resolução do problema com o home care. Apesar de contatos com o convênio, o serviço não foi liberado imediatamente, alegando a necessidade de análise do local e do quadro clínico da paciente.

Direitos da paciente e posicionamento de especialistas

De acordo com o advogado Marcelo Valente, os planos de saúde são obrigados a liberar o home care quando solicitado pelo médico. A recusa pode gerar indenização. O coordenador do grupo de cuidados paliativos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Rodrigo Ébuli da Costa, reforça a importância do home care para pacientes com dificuldades de locomoção, destacando que, a longo prazo, é mais econômico para o convênio do que a internação hospitalar. A Santa Casa de Ribeirão Preto não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

A situação expõe a fragilidade enfrentada por pacientes e familiares diante da burocracia e da falta de agilidade na liberação de serviços essenciais como o home care, colocando em risco a saúde e o bem-estar da paciente.

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