Dalton Marques, gerente de desenvolvimento do Supera Parque, explica como deve ser feita a conexão entre os empreendedores
A conexão e a cooperação entre startups em diferentes estágios de desenvolvimento podem ser cruciais para o sucesso dessas empresas de base tecnológica. Segundo Dalton Marks, gerente de desenvolvimento do Supera Parque, essa sinergia minimiza riscos e acelera o crescimento.
Os Riscos do Empreendedorismo Tecnológico
Empreender envolve diversos riscos: mercadológico (concorrência), econômico (flutuações cambiais, redução de consumo), ambiental (clima, saúde pública) e de gestão (ineficiência). Para startups tecnológicas, existe o risco adicional de a tecnologia desenvolvida se mostrar inviável, comum em áreas como pesquisa farmacêutica. A convivência entre startups de diferentes estágios ajuda a mitigar esses riscos.
Colaboração como Caminho para o Sucesso
Startups em estágios iniciais aprendem com os erros e desafios superados por empresas mais maduras. Em habitats de inovação, como o Supera Parque, o acesso a empresas com experiência em mercado, regulamentação e captação de investimentos é facilitado. A troca de informações entre empreendedores é tão valiosa quanto a orientação de especialistas. O princípio “Give Before You Get” (dar antes de receber) guia essa colaboração, onde o compartilhamento de conhecimento gera recompensas mútuas. Isso se reflete na troca de informações técnicas, indicações de fornecedores e parceiros, dicas de financiamento e até mesmo na criação de soluções conjuntas.
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Competição e Cooperação: Um Equilíbrio Essencial
Embora o receio de fortalecer a concorrência exista, a cultura de colaboração em ecossistemas de inovação prevalece. A troca de experiências, dúvidas e opiniões, impulsionada pela empatia e pela experiência compartilhada de veteranos, cria uma atmosfera rica em aprendizado. A concorrência global minimiza o impacto da competição local, incentivando a “coopetição” – a combinação de cooperação e competição. Compartilhamento de estrutura, compras coletivas e ações comerciais conjuntas são exemplos de colaboração benéfica para todos os envolvidos. A cooperação entre startups de diferentes estágios é, portanto, um fator-chave para o sucesso no empreendedorismo tecnológico.