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Coordenador de saúde mental admite que prestação do serviço em Ribeirão “ainda não é o suficiente”

Prefeitura transformou a UBDS Central em atendimento especializado em saúde mental; Marcus Vinícius Santos fala do tema
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Prefeitura transformou a UBDS Central em atendimento especializado em saúde mental; Marcus Vinícius Santos fala do tema

Prefeitura transformou a UBDS Central em atendimento especializado em saúde mental; Marcus Vinícius Santos fala do tema

O movimento antimanicomial luta pelos direitos de pessoas com sofrimento mental, garantindo liberdade, convívio social e acesso a cuidados sem comprometer sua cidadania. Em Ribeirão Preto, a demanda por saúde mental aumentou significativamente, principalmente após a pandemia. Para entender como a rede municipal atende a essa demanda, conversamos com Marcos Vinicius, coordenador da saúde mental da cidade.

Rede Municipal de Atenção à Saúde Mental

A rede municipal de Ribeirão Preto conta com Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) distribuídos pela cidade, oferecendo atendimento psicossocial com porta aberta. Cada região possui um CAPS de referência, com equipe multidisciplinar (psicólogo, psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional) para um atendimento integral. O acolhimento inicial direciona o paciente para atendimento psicológico, psiquiátrico ou em grupo, conforme a necessidade.

Desafios e Preconceitos

Um dos grandes desafios é a procura tardia por ajuda especializada. Muitas vezes, as pessoas chegam aos CAPS em situação de crise grave, devido à falta de prevenção e promoção da saúde mental. O preconceito ainda é uma barreira significativa, fazendo com que muitos adiem a busca por ajuda por vergonha ou medo do estigma associado a doenças mentais. A rede municipal atende cerca de 13 mil pessoas por ano, com 80 a 90 mil atendimentos, demonstrando a alta demanda.

Internações e Soluções Futuras

A cidade enfrenta dificuldades com a escassez de leitos para internação psiquiátrica. Há 20 leitos municipais no CAPS-4 e cerca de 160 em hospitais estaduais da região, insuficientes para a demanda. A internação psiquiátrica costuma durar de 30 a 40 dias, e a rede busca parcerias para ampliar o acesso a leitos. Projetos futuros incluem a ampliação de leitos em hospitais públicos municipais e a implantação de uma equipe de consultório na rua, para atender pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, com sede no CAPS-4. Amanhã, 19 de maio, haverá um evento no Centro Cultural Palace, das 9h às 17h, em comemoração à luta antimanicomial, aberto ao público e gratuito.

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