ONG teve que atender o animal, que está tratando uma fatura; órgão da Prefeitura alega falta de estrutura
Ribeirão Preto enfrenta um problema crescente de animais abandonados: mais de 30 mil cães e gatos vivem nas ruas da cidade, segundo estimativas.
Resgate e Rejeição
Um caso recente chamou a atenção: os bombeiros resgataram um gato de um córrego e o levaram à Coordenadoria do Bem-Estar Animal. Porém, o órgão se recusou a acolher o animal, alegando não ter atendimento clínico nem condições para exames, orientando que o gato fosse devolvido às ruas. A justificativa foi que o animal não apresentava grave doença ou sofrimento, nem fraturas, não se enquadrando nos critérios de atendimento da coordenadoria. A ONG Associação Vida Animal recebeu o gato, que necessitava de cuidados.
Legislação e Realidade
A advogada e coordenadora da Comissão da OAB de Ribeirão Preto de Defesa e Direito dos Animais, Patrícia Elisabeth Atta, destaca a distância entre a legislação e a prática. Apesar das leis, a situação continua dramática, necessitando de maior cobrança para melhorias. O Brasil enfrenta um cenário alarmante, com cerca de 30 milhões de animais domésticos abandonados nas ruas, somando-se a 600 milhões em todo o mundo.
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Soluções e Inércia
Exemplos internacionais, como a Holanda, que eliminou o abandono de cães com projetos que incluem leis severas, multas, campanhas de castração e conscientização, e altas taxas para compra de cães de raça, demonstram que o problema tem solução. Em Ribeirão Preto, o Castramóvel, programa que prometia castrar 12 animais por dia, está parado por falta de verba, sem previsão de retorno. A Coordenadoria do Bem-Estar Animal não respondeu aos questionamentos sobre a busca por soluções ou parcerias para resolver a questão.
A situação dos animais abandonados em Ribeirão Preto exige ações urgentes e efetivas por parte das autoridades e da sociedade para garantir o bem-estar desses animais e evitar que o problema continue a crescer.



