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Copom decide pela permanência da taxa de juros em 13,75% ao ano

Nelson Rocha Augusto também analisa os impactos econômicos com as eleições na Câmara e Senado; ouça o 'CBN Economia'
Taxa de juros
Nelson Rocha Augusto também analisa os impactos econômicos com as eleições na Câmara e Senado; ouça o 'CBN Economia'

Nelson Rocha Augusto também analisa os impactos econômicos com as eleições na Câmara e Senado; ouça o ‘CBN Economia’

A chamada “superquarta”, marcada por decisões importantes nos Estados Unidos e no Brasil, trouxe confirmações às expectativas do mercado, segundo Nelson Rocha Augusto. Nos EUA, o aumento de 0,25% na taxa de juros, embora com a inflação ainda alta, sinaliza uma possível última alta, considerando a acomodação da inflação e o arrefecimento do mercado de trabalho. Essa perspectiva positiva impactou as bolsas e a taxa de juros de longo prazo.

Cenário Internacional e Implicações para o Brasil

A decisão americana contribui para um horizonte de tempo positivo para o Brasil. A taxa de juros americana oscilando próximo de 4,5% é considerada razoável, dado o nível de inflação anterior. O mercado mundial entendeu que essa provavelmente foi a última alta de juros nos EUA, após oito aumentos consecutivos.

Juros no Brasil e Incertezas Fiscais

No Brasil, o Copom manteve a taxa de juros em 13,75% ao ano, a mais alta do mundo. Apesar da inflação estar sob controle e em queda, a incerteza em relação à política fiscal do novo governo preocupa o Banco Central. A ausência de detalhes sobre a nova regra fiscal, inicialmente prevista para julho e atrásra antecipada para abril, gera essa cautela. O Banco Central demonstra razão em sua preocupação, aguardando esclarecimentos sobre o arcabouço fiscal antes de tomar novas decisões sobre os juros.

Perspectivas Econômicas e Reforma Tributária

Apesar das incertezas, há perspectivas positivas para a economia brasileira. A safra agrícola será abundante, há sobra de energia e o mercado de trabalho está aquecido, o que inibe a aceleração inflacionária. A aprovação da reforma tributária, simplificando impostos sobre o consumo, traria melhorias significativas, reduzindo custos e ineficiências. Um cenário otimista prevê sua aprovação até o final do semestre, o que poderia levar a reduções na taxa de juros a partir de setembro ou outubro, e uma aceleração do crescimento econômico. O funcionamento do novo Congresso, com a posse dos novos parlamentares e a eleição dos líderes, indica um retorno à normalidade institucional, fundamental para a recuperação econômica. Apesar de haver resistência natural no processo democrático, o compromisso em fazer a discussão acontecer é crucial. A sociedade precisa pressionar para que as reformas necessárias sejam aprovadas, e o foco deve ser na eficiência e na responsabilidade fiscal. Embora a situação econômica seja delicada, há motivos para um otimismo cauteloso, considerando o início de uma nova fase com novos governos e um novo Congresso.

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