Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
A taxa Selic caiu para 9,25% ao ano, o menor nível desde 2013. Essa redução, esperada pelo mercado, pode contribuir para a retomada da economia brasileira.
Redução da Selic e seus Impactos
A decisão do Banco Central levou em consideração a expressiva queda da inflação e das expectativas inflacionárias, além do baixo nível de atividade econômica. Indicadores como vendas e investimentos demonstram um cenário fraco, com investimentos próximos a 15% do PIB, enquanto o ideal seria próximo a 25%. As expectativas de inflação para 2018 estão contidas, na casa dos 3,5%, abaixo da meta de 4,5%, justificando a redução da taxa Selic.
Perspectivas para os próximos meses
Há grande probabilidade de novas reduções da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. Espera-se que até o final do ano a taxa esteja entre 7,5% e 8%, estimulando a atividade econômica, o consumo e o investimento. Entretanto, a situação fiscal delicada, com o Congresso travado na aprovação da reforma previdenciária, recomenda prudência na queda dos juros.
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Cenário Econômico e Implicações para o Investidor
Embora a queda da Selic possa ser mais ousada, o Banco Central considera o ritmo atual adequado, ponderando os riscos fiscais. A redução dos juros torna a poupança mais atrativa, com maior competitividade em relação a outros investimentos. A expectativa é de uma captação líquida significativa em cadernetas de poupança, impulsionando setores como o imobiliário. Apesar do incentivo ao consumo, não há indicação de pressão inflacionária devido à capacidade instalada ociosa na economia brasileira. O crescimento do consumo, mesmo que moderado, não deve pressionar os preços no curto prazo.