Órgão informou que pretende manter os cortes de 0,5 pontos percentuais, mas não detalhou até quando; José Rita Moreira analisa
O Banco Central reduziu a taxa Selic para 11,75% ao ano, pela quarta vez seguida. Apesar da diminuição de 0,5%, inferior ao esperado pelo mercado (5%), a medida visa controlar a inflação, que prejudica principalmente a população de menor renda.
Taxa Selic e seu impacto no dia a dia
A Selic, taxa referencial de juros, influencia compras a crédito (imóveis, automóveis, cartão de crédito). Sua redução estimula o consumo, mas também pode aumentar o endividamento da população. Por outro lado, taxas altas dificultam investimentos empresariais, impactando crescimento e geração de empregos. O ideal seria uma redução mais acentuada, compatível com as expectativas do mercado, para um cenário econômico mais positivo.
Inflação e seus fatores contribuintes
O IPCA de novembro (0,28%) apresentou pequena alta em relação a outubro (0,25%), impulsionado principalmente pelos preços de alimentos como batata, arroz e carne. Esse aumento está relacionado a fatores climáticos (excesso ou falta de chuva), custos de produção, exportações e variações cambiais (dólar). A safra agrícola também sofreu impactos, contribuindo para a alta de preços.
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Perspectivas futuras
Embora a tendência seja de novas reduções na taxa Selic, elas são consideradas simbólicas. Para um controle efetivo da inflação e um cenário econômico mais favorável, é necessário que o governo controle gastos públicos e que o mercado internacional se normalize. A inflação, principalmente no setor de alimentos, continua sendo um grande desafio, exigindo monitoramento constante dos indicadores econômicos.