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Coqueluche: baixa cobertura vacinal contribui para novos casos da doença

Ernesto Quintella da Cunha, médico pediatra e hebiatra, comenta da importância da imunização das crianças
Coqueluche
Ernesto Quintella da Cunha, médico pediatra e hebiatra, comenta da importância da imunização das crianças

Ernesto Quintella da Cunha, médico pediatra e hebiatra, comenta da importância da imunização das crianças

Com o término das férias escolares, especialistas alertam para a necessidade de atualização da carteira de vacinação das crianças, especialmente contra a coqueluche. Em Ribeirão Preto, o número de casos confirmados da doença aumentou significativamente. No ano passado, 66 crianças foram diagnosticadas com coqueluche, enquanto em 2020 a cidade registrou apenas dois casos.

Contexto do aumento dos casos

O médico pediatra Dr. Ernesto Quintela da Cunha atribui o crescimento dos casos à baixa cobertura vacinal, agravada pela pandemia de Covid-19 e pelo receio de vacinas por parte de alguns pais. Segundo ele, a vacina contra a coqueluche é segura, eficaz e não causa a doença.

Perfil dos casos no Brasil: Dados indicam que 52% dos casos registrados em 2024 no Brasil são de crianças menores de um ano, e 74% dos casos envolvem crianças com menos de quatro anos. Isso evidencia a importância da vacinação dentro do calendário infantil.

Vacinação e esquema recomendado: A vacina contra a coqueluche é aplicada em conjunto com as vacinas da difteria, tétano e pertussis (DTPa), com doses recomendadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, reforço aos 15 meses e aos 4 anos. Em Ribeirão Preto, a vacinação também é oferecida gratuitamente para profissionais de saúde e gestantes a partir da 20ª semana de gravidez.

Manifestações clínicas da coqueluche: A doença apresenta um período de incubação de 7 a 10 dias, podendo chegar a 21 dias, e evolui em três fases: a primeira, semelhante a um resfriado com coriza, febre baixa e tosse leve; a segunda, com tosse intensa e incontrolável, caracterizada por um guincho ao inspirar; e a terceira, de convalescença, com tosse persistente que pode durar semanas. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma gripe comum.

Entenda melhor

Além da atualização da vacinação, recomenda-se que as pessoas evitem a automedicação, usem máscara ao tossir e busquem orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.

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