Muitos dos alimentos que possuem coloração artificial são ultra processados e nada nutritivo; ouça a coluna!
Alimentos e bebidas com cores vibrantes costumam atrair principalmente o público infantil, mas esses corantes nem sempre são benéficos à saúde. A nutricionista Cristina Trovó explica que esses produtos geralmente possuem baixo valor nutricional e são considerados “calorias vazias”, compostos principalmente por substâncias químicas.
Tipos de corantes: Existem três tipos principais de corantes usados em alimentos: naturais, idênticos aos naturais e artificiais. Os corantes naturais, como beta caroteno e licopeno, são mais caros e considerados mais seguros. Os corantes idênticos aos naturais são sintéticos, mas possuem moléculas quimicamente iguais às naturais, sendo uma opção intermediária em termos de segurança. Já os corantes artificiais são completamente sintéticos e possuem moléculas diferentes, podendo causar problemas de saúde.
Uso e regulamentação: No Brasil, a Anvisa regula a quantidade permitida de corantes artificiais nos alimentos, considerando o consumo médio estimado, especialmente em crianças. Contudo, crianças que consomem vários produtos industrializados ao longo do dia podem ultrapassar essa quantidade, aumentando os riscos à saúde. A nutricionista destaca a importância de educar as crianças para evitar o consumo excessivo desses produtos.
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Recomendações para evitar corantes artificiais
Para reduzir a ingestão de corantes artificiais, recomenda-se priorizar alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, verduras, arroz, feijão, milho e mandioca. Evitar ultraprocessados, como biscoitos recheados e gelatinas industrializadas, é outra estratégia. Uma alternativa é preparar gelatinas caseiras com suco de frutas naturais para obter cor e sabor. Além disso, é importante ler os rótulos e optar por marcas que utilizam corantes naturais.
Informações adicionais
Dois corantes artificiais, o amarelo (E102) e o vermelho, são apontados por estudos científicos como especialmente prejudiciais e são proibidos em alguns países europeus. Em outros locais, esses corantes devem conter avisos sobre possíveis efeitos negativos na atividade e atenção das crianças.