Quem traz a polêmica é Nicholas Bocchi na coluna ‘Good Game CBN’
Casos recentes de jogadores desligados de equipes por racismo e outras formas de preconceito têm gerado debates importantes sobre a responsabilidade dos atletas, tanto dentro quanto fora do ambiente competitivo.
Danilo Avelar e outros casos no cenário esportivo
O caso de Danilo Avelar, jogador do Corinthians desligado após manifestações racistas em uma partida de Counter-Strike, levantou discussões sobre a punição de atletas por atos em sua vida privada. A polêmica se estende à questão jurídica da responsabilidade do atleta fora do campo de trabalho.
Preconceito no cenário de eSports
A mesma semana marcou outros casos de jogadores perdendo contratos por manifestações preconceituosas. Um exemplo notável é o de Rasta, influenciador e CEO de um clube de eSports, punido por comentários racistas durante uma live de Valorant. A repercussão foi significativa, levando à perda de patrocínios e punições para sua equipe na competição.
Leia também
O caso Buchecha e a transfobia no Free Fire
Outro caso envolveu Buchecha, influenciador e jogador profissional de Free Fire, que fez comentários transfóbicos em suas lives. Apesar de sua grande popularidade, o jogador teve seu contrato desfeito, mostrando que mesmo grandes nomes não estão imunes às consequências de suas ações preconceituosas. A influenciadora transexual atingida pelos comentários já sinalizou a possibilidade de um processo judicial.
Esses casos demonstram uma mudança de postura por parte de clubes e patrocinadores, que estão cada vez mais intolerantes a qualquer tipo de preconceito. A internet, antes vista como um espaço sem regras, atrásra cobra responsabilidade e consequências dos atos cometidos online. A discussão sobre a linha tênue entre justiça social e cancelamento exige cautela, mas a punição de atos preconceituosos, principalmente quando assumidos pelos envolvidos, se mostra necessária como efeito pedagógico e para a proteção da imagem das marcas patrocinadoras.



