Anvisa comunicou nesta segunda-feira (9) um “evento adverso grave” durante o estudo. Ouça o especialista!
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu os testes da vacina Coronavac após relatar um evento adverso grave em estudo. A decisão gerou grande repercussão nacional, levantando questionamentos sobre o processo de testes e a comunicação entre as instituições envolvidas.
Entendendo os Testes e Eventos Adversos Graves
De acordo com especialistas, um evento adverso grave em testes de vacinas envolve sintomas que exigem hospitalização por, pelo menos, 24 horas, desfunção significativa ou incapacidade persistente, anomalia congênita, risco de morte ou óbito. A classificação e notificação desses eventos seguem protocolos rigorosos da Anvisa. Testes em fase 3, como o da Coronavac, já demonstraram segurança nas fases anteriores (1 e 2).
A Controversa Suspensão e a Falta de Comunicação
A Anvisa justificou a suspensão com base em um evento adverso grave ocorrido em 29 de outubro, mas a notificação à agência só ocorreu 10 dias depois. A falta de transparência sobre o evento e a aparente falta de comunicação entre a Anvisa e o Instituto Butantan, responsável pela Coronavac, causaram estranheza. Embora estudos em outros países (Indonésia, Turquia e Chile) continuem, a suspensão no Brasil gerou preocupações, principalmente considerando que a vacina estava próxima do prazo de distribuição.
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A falta de comunicação entre a Anvisa e o Instituto Butantan levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança e transparência. Especialistas destacam a importância da comunicação clara e imediata de eventos adversos graves em pesquisas internacionais, garantindo a segurança dos participantes e a credibilidade do processo. A expectativa é que a reunião entre as duas instituições esclareça os fatos e tranquilize a população.
Próximos Passos e Recomendações
Apesar da suspensão temporária, especialistas afirmam que esse tipo de interrupção é comum em pesquisas farmacêuticas. A Anvisa deve investigar o evento adverso grave e esclarecer à população o ocorrido. Enquanto isso, a recomendação é manter as medidas preventivas contra o coronavírus, como o uso de máscaras e a higienização das mãos.



