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Corpo da escritora Heloisa Teixeira será velado neste sábado (29) na ABL

Escritora de 85 anos nasceu em Ribeirão Preto, mas morava no Rio de Janeiro; ela foi a décima mulher a se tornar 'imortal'
Corpo da escritora Heloisa Teixeira será
Escritora de 85 anos nasceu em Ribeirão Preto, mas morava no Rio de Janeiro; ela foi a décima mulher a se tornar 'imortal'

Escritora de 85 anos nasceu em Ribeirão Preto, mas morava no Rio de Janeiro; ela foi a décima mulher a se tornar ‘imortal’

O corpo da escritora Eluísa Teixeira será velado a partir das 15h desta terça-feira na Academia Brasileira de Letras, Corpo da escritora Heloisa Teixeira será, localizada no centro do Rio de Janeiro. As homenagens seguem até as 19h.

Eluísa nasceu em Ribeirão Preto, informação que não era amplamente conhecida, pois mudou-se ainda criança com a família para o Rio de Janeiro, o que fez com que sua ligação com a cidade natal se perdesse.

Trajetória e identidade: Eluísa Teixeira, que até 2023 era conhecida como Eluísa Buarque de Holanda, adotou o sobrenome da mãe após refletir sobre sua ancestralidade e feminismo. Em entrevista, ela explicou que a mudança foi motivada pela busca de uma conexão vital com a linhagem materna, afastando-se dos sobrenomes paterno e do marido.

Contribuições literárias e acadêmicas: Eluísa foi crítica literária, pesquisadora e uma importante pensadora do feminismo brasileiro. Foi a décima mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde ocupou a cadeira número 30 desde 2021. Entre 2021 e 2023, integrou o Conselho Curador da Fundação Roberto Marinho.

Formada em letras clássicas pela PUC do Rio de Janeiro, Eluísa concluiu mestrado e doutorado em licenciatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbo, em Nova Iorque.

Atuação e legado: Ela dirigiu o Programa Avançado de Cultura Contemporânea, coordenando o laboratório de tecnologias sociais do projeto Universidade das Quebradas e o Forum-m, espaço para debate sobre a questão da mulher nas universidades. Nos últimos anos, dedicou-se à cultura das periferias, ao feminismo e ao impacto das novas tecnologias na produção e consumo culturais.

Entre seus livros mais relevantes está “26 poetas hoje”, coletânea que revelou poetas marginais como Ana Cristina César, Cacaso e Chacal, considerada um divisor de águas na poesia brasileira. Também é autora do livro “Feminista”.

Representatividade feminina na Academia Brasileira de Letras

Durante sua posse na ABL, exibida pela Rede Globo, Eluísa destacou que, em 126 anos da academia, era a primeira vez que uma mulher sucedia outra mulher. Até então, apenas 10 mulheres haviam sido eleitas para a instituição, em comparação com 339 homens, uma disparidade que ela considerava absurda.

Entenda melhor

Eluísa Teixeira foi uma referência no feminismo e na cultura brasileira, com uma trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres e pela valorização da cultura periférica. Sua mudança de nome simboliza uma busca por identidade e conexão com suas raízes maternas.

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