Mãe foi encontrada e alegou ter ‘descartado’ a criança por desespero; legista constatou que o bebê nasceu com vida
Uma faxineira encontrou o corpo de um recém-nascido no banheiro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Jaboticabal (SP). O bebê, do sexo feminino e com 2,7 kg, estava enrolado em papel higiênico dentro de uma lixeira.
A descoberta e o atendimento médico
A mãe, que havia procurado a UPA queixando-se de cólicas e sangramento, pediu para usar o banheiro após receber atendimento médico. O médico Leonardo Ferreira Souza relatou que a mulher não mencionou a gravidez em nenhum momento, atribuindo os sintomas a uma cólica menstrual. Após cerca de 20 a 30 minutos no banheiro, ela saiu e voltou para a fila de medicação. O bebê foi encontrado posteriormente pela faxineira.
A confissão e as investigações
Inicialmente, a mulher negou ser a mãe do bebê, confessando apenas após ser ouvida pela delegada Andréa Fogassa. Em seu depoimento, ela alegou desespero por medo de perder o emprego como justificativa para o abandono. A mulher afirmou não ter conhecimento da gravidez e que as dores abdominais se intensificaram até culminar no parto na UPA. O delegado seccional Cláudio Ottobone adiantou que, se for constatado infanticídio ou aborto, a mãe será indiciada. O exame do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança nasceu viva, mas morreu devido à anóxia (falta de oxigenação), com resíduos de papel toalha encontrados em suas vias aéreas.
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Desfecho e repercussões
A mulher, que já possui outros três filhos, permanece internada em observação em outro hospital. De acordo com os depoimentos, nem a família, nem o marido tinham conhecimento da gravidez. O caso está sendo investigado, e a justiça decidirá sobre as acusações de infanticídio ou aborto.



