A enxaqueca, por exemplo, está diretamente relacionada ao IMC abaixo de 18; sobre o tema confira a análise de Vitor Valenti
Um estudo recente contrariou a crença popular de que magreza garante saúde. A pesquisa, que analisou dados de 792.500 voluntários e mais de 154 mil casos de enxaqueca, revelou uma relação surpreendente entre o peso e a incidência dessa condição.
Peso e Enxaqueca: Uma Relação Complexa
O estudo indica que tanto o peso muito baixo (IMC abaixo de 18) quanto a obesidade (IMC acima de 25) estão associados a um maior risco de enxaqueca. A pesquisa utilizou o método padrão de cálculo do IMC (peso dividido pela altura ao quadrado), considerando a faixa ideal entre 18 e 25. Embora o sobrepeso possa ser confundido com alta massa muscular, a pesquisa focou na relação entre IMC e enxaqueca, observando maior incidência nos extremos de peso.
Fatores Além do Peso
Entretanto, o peso não é o único fator determinante. Outros elementos, como alergias, medicamentos, vasoconstrição cerebral e até mesmo exercícios físicos intensos, podem desencadear enxaquecas. O consumo excessivo de álcool também é um gatilho comum. A pesquisa destaca a importância de consultar um neurologista caso a enxaqueca seja frequente, intensa ou afete a qualidade de vida.
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A Importância do Equilíbrio
A pesquisa ressaltou a importância do equilíbrio entre massa muscular e gordura corporal. A falta de massa muscular, frequentemente associada a um baixo IMC, também é prejudicial à saúde. Músculos saudáveis liberam moléculas benéficas para o cérebro, ossos e coração, além de reduzirem a inflamação e os radicais livres, contribuindo para o envelhecimento saudável. Manter um IMC dentro da faixa ideal, aliada à prática regular de exercícios e uma alimentação equilibrada, é fundamental para a prevenção de enxaquecas e a promoção da saúde em geral. A busca por um peso ideal deve priorizar a saúde e o bem-estar, e não apenas a estética.



