Quem analisa o impacto dessas ‘comparações’ entre a vida real e a online é a psicóloga Danielle Zeoti no ‘CBN Comportamento’
As redes sociais, com suas imagens cuidadosamente construídas, exercem um impacto significativo na autoestima das pessoas. A comparação constante com os padrões de beleza e sucesso apresentados online pode levar a sentimentos de inadequação e insatisfação.
A armadilha da comparação
A comparação com outras pessoas nas redes sociais é um caminho quase certo para a infelicidade. Afinal, as imagens que vemos são frequentemente editadas e representam apenas um recorte da realidade, muitas vezes com o objetivo de vender produtos ou serviços. Essa busca por um ideal inatingível gera frustração e afeta negativamente a autoestima.
Os perigos da obsessão
Em casos mais extremos, a comparação pode se transformar em obsessão, levando algumas pessoas a comportamentos de “stalking” digital. O desejo de ter o que os outros possuem, seja fisicamente ou em termos de estilo de vida, pode cercear a vida e prejudicar a saúde mental. Estudos mostram que adolescentes são especialmente vulneráveis a esses efeitos negativos, com impactos significativos na formação da sua autoestima e autoimagem.
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Buscando o equilíbrio
As redes sociais são ferramentas úteis, mas é crucial entender o impacto da comparação constante. O segredo está em equilibrar o uso das plataformas com outras atividades que promovam o bem-estar, como exercícios físicos, atividades sociais presenciais e hobbies. Ao invés de focar no que falta, é importante cultivar a gratidão pelo que se tem e buscar a satisfação pessoal em áreas da vida que não dependem de validação externa.