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Corregedoria da Polícia Civil apura agressão de investigador a advogado em Batatais

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o policial Leonardo Tofeti dando uma cabeçada em Lucas Lima Roberto
agressão advogado Batatais
Vídeo que circula nas redes sociais mostra o policial Leonardo Tofeti dando uma cabeçada em Lucas Lima Roberto

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o policial Leonardo Tofeti dando uma cabeçada em Lucas Lima Roberto

Um investigador da Polícia Civil agrediu um advogado em Batatais (SP) na tarde de quarta-feira (22). O caso, registrado em vídeos que circularam nas redes sociais, gerou indignação e mobilizou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Agressão durante diligência

O incidente ocorreu durante uma diligência policial em uma casa suspeita de abrigar produtos de furto. O advogado, Lucas Lima Roberto, acompanhava seu cliente, alvo da investigação, e questionou a entrada dos policiais na residência sem um mandado de busca e apreensão. Após discussão, o investigador Leonardo Tofetti agrediu Lucas com uma cabeçada, causando ferimentos. Vídeos mostram o advogado sendo agredido mesmo após cair ao chão, com outros policiais presentes no local sem intervir.

Investigação e repercussão

A Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso, assim como a OAB, que repudiou veementemente a agressão. O presidente da OAB de Batatais, Mário Jesus de Araújo, cobrou punição ao agressor e prestou apoio a Lucas. A seccional da OAB em São Paulo também se manifestou, prometendo tomar medidas para apurar o ocorrido. De acordo com relatos, a Polícia Civil alega ter autorização do pai do suspeito para entrar na casa, informação negada pelo advogado agredido. O investigador Tofetti se recusou a comentar o assunto.

Apoio e medidas futuras

A OAB está oferecendo todo o suporte necessário ao advogado agredido, incluindo apoio psicológico e jurídico. A entidade pretende realizar um desagravo público a Lucas, demonstrando repúdio à violência sofrida. A Polícia Civil, por sua vez, afirma que não tolera desvios de conduta e que apurará internamente o caso, podendo haver punições administrativas para o investigador envolvido. O ocorrido acendeu o debate sobre o uso da força por agentes de segurança pública e a importância do respeito às prerrogativas da advocacia.

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