Paralisação iniciada na manhã desta quarta deve durar 24 horas; principal motivo é falta de segurança
Em Ribeirão Preto, trabalhadores dos Correios iniciaram uma paralisação em busca de melhores condições de trabalho, segurança reforçada e o fim da reestruturação que ameaça o fechamento de diversas agências em todo o país. A mobilização, que teve início hoje, reflete a crescente insatisfação da categoria com as atuais condições.
Reivindicações e Motivações da Paralisação
Segundo o sindicato dos trabalhadores dos Correios, a deterioração das condições de trabalho nos últimos anos tem impactado negativamente os profissionais e comprometido a qualidade do serviço. Fernanda Romana, diretora da entidade, destaca que a paralisação é motivada por múltiplos fatores, incluindo a reestruturação em curso, a falta de segurança, a insuficiência de funcionários e a suspensão do convênio médico em Ribeirão Preto e região.
Impacto e Duração da Greve
A paralisação dos Correios ocorre em âmbito nacional, com reivindicações específicas em cada região. Embora o acordo inicial da assembleia fosse de uma paralisação de 24 horas, em Ribeirão Preto, o movimento pode se estender até que o convênio médico seja restabelecido para os funcionários, conforme assegurou a presidente do sindicato. A situação do convênio médico é um ponto crucial para a continuidade da greve na região.
Insegurança e Assaltos: Um Problema Crescente
A falta de segurança tem sido uma preocupação constante para os profissionais dos Correios. Nos últimos meses, foram registrados diversos assaltos na cidade, especialmente envolvendo entregadores de mercadorias do Sedex. A CBN Ribeirão noticiou que a cidade registra, em média, três assaltos por semana durante as entregas de correspondências. Um funcionário, que preferiu não se identificar, relatou a sensação de insegurança e o medo constante ao realizar seu trabalho.
A diretoria do sindicato dos Correios de Ribeirão Preto se reunirá nesta tarde com representantes dos Correios na sede do sindicato para discutir as reivindicações da categoria. A princípio, a paralisação está programada para durar 24 horas, mas a situação do convênio médico pode prolongar o movimento.



