Cidade registra uma ocupação de 89% nos leitos de UTI; são 181 pessoas em tratamento intensivo no município
Situação Crítica em Ribeirão Preto e Região
A região de Ribeirão Preto enfrenta uma situação crítica com relação à pandemia de COVID-19. Os hospitais estão com ocupação próxima a 90% das UTIs, e cidades vizinhas como São Carlos já apresentam ocupação total. Taquaritinga confirmou casos da nova linhagem do coronavírus, agravando ainda mais o cenário. O pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Estable, afirma que Ribeirão Preto se encontra no pior momento da pandemia, alertando para a necessidade de medidas mais restritivas.
Riscos das Novas Variantes
Dr. Estable destaca a circulação de novas variantes, como a B.1.1.7 (de origem europeia) e a P.1 (encontrada no Brasil). A B.1.1.7 demonstra ser mais transmissível, enquanto os estudos sobre a letalidade e transmissibilidade da P.1 ainda são inconclusivos. Ambas as variantes apresentam mutações consideradas preocupantes pela OMS, pois podem estar relacionadas ao enfraquecimento da eficácia das vacinas. Apesar de estudos preliminares sugerirem menor eficácia da CoronaVac contra a P.1, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa hipótese. A vacinação continua sendo crucial para reduzir casos graves e óbitos.
Medidas de Prevenção e Cuidados
Apesar das novas variantes, as medidas de prevenção continuam eficazes. O uso de máscara, distanciamento físico e higiene das mãos são fundamentais para conter a transmissão do vírus, independentemente da linhagem. Mesmo em atividades como natação, o distanciamento físico e a escolha de piscinas menos lotadas são recomendados. A prática de natação em raias separadas e com menor aglomeração reduz o risco de contágio, uma vez que a transmissão pela água não é comprovada. A ciência e a vacinação são ferramentas essenciais para enfrentar esse momento crítico da pandemia.
Leia também
A situação exige medidas urgentes e a colaboração de todos. A eficácia das vacinas e das medidas de higiene, aliada a ações restritivas, é fundamental para controlar a pandemia e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. A população deve manter a confiança na ciência e seguir as recomendações das autoridades sanitárias.



