Grupo de aproximadamente 500 pessoas reivindicava demissão e garantia de direitos trabalhistas
Após uma paralisação que interrompeu as atividades, os 500 cortadores de cana da região de Pontau retomaram ao trabalho no último sábado. A decisão veio após uma reunião mediada pelo Ministério Público e representantes legais da usina.
Reivindicações e Acordo Inicial
O principal ponto de discórdia era a solicitação dos trabalhadores pela demissão em massa, juntamente com a garantia de todos os seus direitos trabalhistas. Tradicionalmente, esses funcionários estabelecem um acordo com os empregadores para serem dispensados ao final da safra, o que lhes permite acessar benefícios importantes.
O Impasse Contratual
O impasse surgiu quando a empresa, alegando que os contratos com os cortadores de cana eram por tempo indeterminado, se recusou a formalizar as dispensas. Muitos trabalhadores utilizam os recursos da rescisão para retornar aos seus estados de origem e visitar suas famílias.
Leia também
- Acidente de trabalho e direitos trabalhistas: O que pode ser considerado acidente de trabalho e o que fazer caso sofrer um?
- Preparação dos jovens para o trabalho: Qual a visão dos líderes do mercado de trabalho sobre a nova geração de trabalhadores?
- Polícia afirma que não houve 'tribunal do crime' em caso de jovem de 16 anos morto em Pontal
Solução e Garantias
No encontro, ficou estabelecido que a usina deverá efetuar as demissões dos cortadores de cana até o dia 11 de dezembro, data que marca o término da safra. Além disso, foi assegurado que os trabalhadores receberão todos os direitos previstos em lei, incluindo férias e fundo de garantia proporcionais, seguro-desemprego e 13º salário.
Durante a reunião, também foi discutida a necessidade de definir o número exato de trabalhadores interessados na demissão. Essa informação, considerada crucial inclusive para o sindicato rural, não foi divulgada à imprensa.
O acordo representa um passo importante na resolução do conflito e garante os direitos dos trabalhadores.



